Cultura

Foto: Divulgação
em 7 julho, 2018

Após criticar racismo, Bruno Gagliasso tem posts antigos divulgados e responde


Bruno Gagliasso, 36, virou alvo de internautas, nesta quinta-feira (5), após a circulação de posts antigos em que fazia piadas de teor homofóbico. Muitos apontaram a contradição entre as mensagens, datadas de 2009, e sua posição dos últimos dias, pedindo boicote ao youtuber Júlio Cocielo, acusado de racismo nas redes sociais. 

No Natal daquele ano, o ator escreveu: "Papai Noel é boiola, porque vive com o saco na mão, anda com um monte de viado e sempre aparece na noite do dia 24". No mesmo ano, ele retuitou uma mensagem dizendo: "Piada infame: ter ciúmes de mulher feia é igual a colocar alarme em Fiat 147".

O MBL (Movimento Brasil Livre), por exemplo, cobrou no Twitter uma posição das marcas que patrocinam o ator, recordando o pedido de Gagliasso para que os patrocinadores de Cocielo também se posicionassem. "Apoiar uma pessoa racista é ser conivente, sim", havia publicado o ator ao republicar uma mensagem da jornalista Isabela Reis. 

"Itaú, Olympikus, Havaianas, Nextel Brasil, Renault e Cuecas Mash já viram o que o Bruno Gagliasso andou falando por aí? Já que ele é a favor de boicotes, que tal ajudar ele nessa e cancelar o patrocínio que vocês fazem? O Brasil exige!", postou um internauta. "E o prêmio de hipócrita do ano vai pra Bruno Gagliasso....", disse outro. 

Diante da repercussão, o ator respondeu, também no Twitter: "Estou aqui em 2018 respondendo com minhas ações e atitudes por quem já fui também em 2009 e mesmo antes disso. De alguma forma todos estamos. Não é passando o pano no preconceito, mas sim passando tudo a limpo, que o mundo vai se tornar um lugar melhor". 

A mulher de Gagliasso, a atriz e apresentadora Giovanna Ewbank, 31, também foi citada em algumas mensagens de internautas por ter dito a uma fã que não importava a data dos posts de Cocielo. "Isso nunca foi brincadeira, nem em 1900 e nem em 2020, meu amor! Isso é racismo! Isso é crime, hoje e sempre!", afirmou ela na ocasião. 

Gagliasso e Ewbank costumam usar as redes sociais para divulgar mensagens contra o racismo e o preconceito. O casal chegou a registrar boletins de ocorrência após mensagens racistas contra a filha deles, Titi, 5. "Não podemos ser tolerantes com o preconceito. Preconceito é crime", afirmaram em nota conjunta em dezembro de 2016. 

 

Autor(a): Saulo de Castro