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Wellington Fernandes

 

Portugal – Cidade do Porto preserva azulejos das fachadas

 
Os azulejos são uma das características mais marcantes da arquitetura da Cidade do Porto, Norte de Portugal. Nesse sentido, o Banco de Materiais (BM), recolhe, conserva e restaura estes azulejos, cedendo-os aos cidadãos que queiram cobrir falhas nas fachadas.
 
A missão do BM é recolher pela cidade azulejos, gradeamento de varandas, beirais, estátuas e placas toponímicas. O diretor do Departamento Municipal de Museus e Patrimônio Cultural, onde está integrado o BM, diz que os azulejos são uma marca da cidade, por isso o interesse na preservação destes materiais.
 
O Banco de Materiais conta atualmente com mais de 45 mil azulejos de cerca de 800 estamparias. O material chega ao depósito pelas mãos dos próprios cidadãos e do serviço de Urbanismo da Câmara do Porto, ambos sensibilizado pela importância do azulejo para a cidade.Neste depósito, dois técnicos fazem a limpeza e o restauro das peças.Além da limpeza, é feito também um trabalho de identificação da origem dos exemplares, no âmbito da sua inventariação e seu pólo museológico.
 
 

 

Capela das Almas - Rua de Santa Catarina - Porto - Portugal

Fonte da Pesquisa: http://www.defender.org.br/portugal-porto-esta-a-preservar-os-azulejos-das-fachadas/

Azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa

 
Os típicos azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa para o The New York Times. O jornal norte-americano escolheu-os como símbolo principal da cidade de Lisboa numa lista que traça o perfil de uma dúzia de metrópoles europeias a partir dos seus maiores ícones, que vão desde a arte de rua aos chapéus ou à seda. Haverá um país mais azul que Portugal?, pergunta-se Seth Sherwoord, que assina o excerto do artigo dedicado à azulejaria nacional publicado na secção de Viagens do jornal do passado domingo, destacando a forma como o azul e branco dos azulejos se unem ao azul do céu e do Atlântico e ao espírito melancólico do Fado. Um pouco por todo o território português, os tradicionais desenhos azuis dos azulejos estão espalhados por igrejas, mosteiros, castelos, palácios, universidades, jardins, estações de comboio, halls de hotéis e fachadas de edifícios, escreve Sherwoord. O resultado, acrescenta, é uma terra embelezada com santos cristãos, episódios bíblicos, reis portugueses, glórias históricas, cenários idílicos, atividades de lazer aristocráticas, paisagens marítimas, desenhos florais e, principalmente, motivos geométricos. O norte-americano dá destaque à casa Solar, um estabelecimento com 60 anos de existência situado em Lisboa que se especializa nos azulejos - desde o século XV até à década de 1930 - e que chegou, recentemente, a Nova Iorque, pela mão de um familiar do dono que abriu naquela cidade um novo 'showroom' para os dar a conhecer aos EUA. O azul e o branco são as protagonistas, mas cores como o amarelo, o verde e o castanho também desempenham, por vezes, papéis secundários, explica o artigo, que revela que os preços dos azulejos podem começar nos 20 euros e ir até aos 9.300 euros no caso de um painél do século XVIII disponível na Solar. Na peça publicada no The New York Times, Seth Sherwood dá ainda destaque ao nome de Rafael Bordalo Pinheiro, um ilustrador e ceramista do século XIX muito aclamado e cujo trabalho já foi adquirido pelo British Museum [em Londres, Inglaterra].

Fonte: http://www.ruralea.com/tematico.php?ativ=10&local=511