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Arquitetura


09 de junho de 2017   -   14:43:56

Tons terrosos

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda

Entenda porque as cores naturais estão invadindo o nossos arredores

09/06/2017 | POR MICHELL LOTT .

CASA VOGUE

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

Não se assuste se, de repente, os marrons parecerem mais interessantes ao seus olhos, se o verde musgo (ou militar) se tornar, sem aviso prévio, sua cor favorita ou se o rosa claro passar a te acompanhar por onde você for. Quem gosta de decoração e moda já deve ter percebido: os tons terrosos estão com tudo, são uma tendência absoluta em 2017 e prometem nos acompanhar pelos próximos anos que estão por vir – pense em pelos menos mais 6 anos!

 

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

O que até mesmo os olhares mais atentos podem deixar passar despercebido é que essa paleta cromática ressurgiu nas nossas vidas por um motivo bem claro: trazer mais conforto para a correria contemporânea e nos reconectar com nossa ancestralidade.

 

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

"O movimento que acontece agora é muito similar ao dos anos 1970, quando surgiu no mundo o conceito de sustentabilidade. Mas o fenômeno de hoje vai mais a fundo. Antes, falava-se em salvar a natureza. Hoje, além disso, precisamos nos reconectar profundamente com ela", explica Ana Kreutzer, consultora de cores, dona do Estúdio Prisma."A busca por tonalidades terrosas é apenas uma dos aspectos da nossa reaproximação com a Terra".

 

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

E é verdade. Nunca se falou tanto de alimentação saudável e sustentável. Todos buscam por comida orgânica, tanto que alguns até passaram a cultivar hortas em casa para colocar as mãos na terra. Aprender a cozinhar, ou mesmo a fazer os próprios cosméticos, virou, mais que necessidade, um hobbie. Na decoração, a tendência da floresta urbana trouxe para os interiores uma verdadeira selva verde. Na hora de fazer compras, a palavra "consumo" ganhou o complemento "consciente". Gerar menos resíduo e lançar mão de uma cadeia de produção socialmente responsável passa a ser pré-requisito – isso sem falar no movimento que  incentiva o consumo de pequenos produtores em detrimento a grandes cadeias. Meditação, ioga e espiritualidade são assuntos frequentes. Tudo isso para se ter uma vida mais humanizada e equilibrada.

VEJA TAMBÉM: 9 ideias para usar madeira na decoração

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

"Além de certo êxodo rural que está acontecendo, passou a ser um desejo comum na sociedade trazer o rural para o ambiente urbano ao mesmo tempo que se verticaliza o campo.", completa Lili Tedde, trendhunter que representa Li Edelkoort no Brasil. "Cores básicas e neutras compõem esse ambiente de espírito humilde e honesto.Móveis e materiais feitos de madeira, vime, cera de abelha, barro e fibras naturais completam esse mood".

 

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

A conexão entre as nuances terrosas e a busca por uma vida mais saudável e partilhada com a natureza fica mais fácil de entender se lembrarmos das técnicas de tingimento natural usadas no trabalho criativo manual. Quando se usa matéria-prima não industrializada, as cores mais fáceis de se alcançar são aquelas presentes nos minerais e nos vegetais.
"Para entender uma tendência como funcionam as tendências, é bom evocar a imagem de um pêndulo, objeto que sempre busca o equilíbrio. Se algo pesa para um lado – como aconteceu nas duas últimas décadas com o aceleramento da alta tecnologia – é natural que busquemos o extremo oposto para voltar ao conforto", exemplifica Ana Kreutzer. E se olharmos ao redor, os objetos que nos reconectam com nossas origens, feitos artesanalmente, nunca foram tão valorizados - Tanto que a filosofia do wabi-sabi voltou a ser tendência!

VEJA TAMBÉM: 7 formas diferentes de usar almofadas na decoração

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)

Mas isso não significa que a sociedade está se voltando contra a progresso. O que acontece no âmbito comportamental é apenas um reposicionamento. A tecnologia facilitou a comunicação e distanciou a conexão humano. A ordem agora é retomar valores que foram se perdendo e ressignificar a tecnologia para que ela também  seja usada em prol do bem estar ao ser humano.

Mas afinal, quais são as cores mais importantes do momento?


Podemos esperar uma temporada repleta de tons mais sóbrios que remetem à argila, de laranjas terrosos e rosados, rosas queimados – como o millennial pink, rosa claro que carrega consigo um verdadeiro manifesto social – e também orgânicos, que têm característica similar, como o mostarda, o verde abacate e os verdes com uma grande carga de amarelo na composição, como o Greenery, eleito pela Pantone como a cor de 2017.

"Como o próprio nome diz, eles surgem da terra, da superfície do nosso planeta, são compostos de matérias orgânicas decompostas, nutrientes primários da planta. A terra é maleável, solida e flexível, atraente para tocar, cheirar e lidar. É aonde encontramos o equilíbrio e está associada ao amor, segurança e planejamento. Símbolo de regeneração. Trata-se de uma busca do homem em se reconectar com a natureza', finaliza Lili Tedde.

Veja abaixo uma seleção com vários ambientes que trazem os tons terrosos na decoração.

Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
Tons terrosos são tendência na decoração e na moda (Foto: divulgação)
 

 

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Arquitetura


23 de maio de 2017   -   11:02:23

Restaurante Marechal

22/05/2017 - Lucas Alencar

Revista Deguste

Novidade 'de peso' em Tirol, Restaurante Marechal abre nesta terça-feira (23)

 
 
 

Fotos: Rogério Vital / Deguste
Sócios Rodrigo Lima e Uelinton Ribeiro (camisas escuras) ao lado dos chefs Marcelus Benevides e Soninha Benevides
 
A gastronomia de Natal, em especial a do bairro de Tirol, vai ganhar uma opção "de peso". A partir desta terça-feira (23), começa a funcionar o Restaurante Marechal, um audacioso projeto gastronômico que combina muito bem com a modernidade do novíssimo empresarial Hermes 880, na Avenida Hermes da Fonseca, que abriga escritórios de grandes empresas da cidade.
 
O bonito ambiente interno do Marechal, com capacidade para 40 pessoas
 
O Marechal, que ganhou esse nome por causa da patente militar do ex-presidente Hermes da Fonseca, é um investimento do potiguar Uelinton Ribeiro, empresário com atuação nos ramos da construção civil e de pedras ornamentais (Companhia do Mármore), que decidiu incrementar o Hermes 880, de sua propriedade, com um restaurante no mesmo padrão. O edifício empresarial se caracteriza por ser um empreendimento supermoderno, com design arrojado e segurança de primeiro mundo, além de contar com amplo estacionamento privativo para 84 carros.
 
Filé com molho de rabada e pappardelle de agrião
 
Uelinton conta que sua ideia inicial era montar no local apenas um espaço gourmet para confraternizar com seus amigos e clientes, porém foi convencido pelo arquiteto do Hermes 880, Felipe Bezerra, que ali caberia um restaurante de bom porte para atender o natalense. O Marechal tem design contemporâneo e divide-se em dois ambientes muito bonitos – um interno e outro externo, com mais estilo de bar e vista de tirar o fôlego do bairro –, podendo acomodar quase 90 pessoas.
 
Ceviche clássico de peixe com leche de tigre e mix de brotos Ovo perfeito com espuma de bacon, farofa de pão e trufa
   
Peixe com almôndega de banana, molho de moqueca e arroz de moqueca de legumes
 
O empresário lembra que, após encampar a sugestão do arquiteto, foi atrás de parceiros no segmento e acabou fechando acordo de sociedade com Rodrigo Lima, dono das franquias da importadora Grand Cru em Natal.
 
Na área externa, um lounge com linda vista para o bairro de Tirol deverá ser muito disputado
 
A relação do Marechal com o vinho, aliás, será a melhor possível. O restaurante construiu uma adega para 1000 garrafas e vai comercializar a bebida no mesmo preço encontrado na Grand Cru – apenas com acréscimo de R$ 30,00 de taxa de rolha. Rodrigo Lima acredita fortemente nesse conceito de vinho “a preço de loja” para fazer o Marechal deslanchar.
 
Camarão na manteiga com risoto de cogumelos frescos e consumê de cogumelos
 
Rodrigo também confia no talento da chef Sonia Benevides, que já trabalhou com ele no bistrô da Grand Cru. Soninha, convidada para ser a chef executiva, explica que o Marechal seguirá uma linha contemporânea, prezando pela qualidade dos ingredientes utilizados, mas sem abrir mão de praticar um preço acessível. O chef fixo da casa é Marcelus Benevides, que está bastante empolgado em conduzir a operação da cozinha no dia a dia.
 
Salão também conta com uma mesa grande, ideal para grupos
 
O cardápio começa com quatro entradas frias e quatro entradas quentes, nove pratos principais e três sobremesas. Destaque para um elaborado corte de prime rib Angus, de um fornecedor de São Paulo. Os pratos principais devem agradar a todos os gostos: há preparações com peixe, camarão, carne bovina, pato, barriga de porco, polvo e frutos do mar.
 
Área externa será aberta um pouco mais cedo que o restaurante, às 17h30
 
Ainda em relação a bebidas, além dos vinhos, o Marechal vai oferecer uma carta de drinks assinada pelo mixologista Marcos Marinho, com nove drinks tradicionais e nove exclusivos, cervejas e whiskies.
 
Releitura de cartola com banana e creme de queijo de manteiga, sorvete de canela  e farofa de chocolate
 
O Marechal vai funcionar para jantar de terça-feira a sábado, das 19h à meia-noite. Às sextas-feiras, o restaurante abre para almoço, a partir das 12h, estendendo o atendimento até a noite chegar. O bar, que fica na área externa, abre de terça a sábado às 17h30. Até às19h, apenas as entradas do cardápio ficam à disposição. A partir desse horário, o cardápio do restaurante também estará disponível para quem quiser ficar nesse ambiente, que tem como maior atrativo o lindo visual do bairro.
 
Bar, na área, terá 18 drinks, entre tradicionais e exclusivos, assinados pelo mixologista Marcos Marinho
 
O restaurante funcionará com reservas, que podem ser feitas pelo telefone (84) 3025-1136, pelo WhatsApp (84) 98846-1647 ou, ainda, pelo e-mail marechal@hermes880.com.br
 
Restaurante Marechal
Av. Hermes da Fonseca, 880 – Empresarial Hermes 880
Tirol – Natal/RN
Fone: (84) 3025-1136

 

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Arquitetura


15 de maio de 2017   -   13:25:57

Patrimônio cultural

Como eleger um patrimônio cultural em três passos

Entenda como funciona o processe de tombamento de edifícios, casas e até cidades no Brasil

13/05/2017| POR GIOVANNA MARADEI FOTOS DIVULGAÇÃO  casa vogue

MASP  (Foto: Divulgação )

O que a Pedra da Gávea, no Rio de janeiro, o MASP em São Paulo e a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, tem em comum? Todos foram  tombados e são hoje considerados Patrimônios Culturais Brasileiros. Um título que não é para qualquer um e leva em média 5 anos para ser conquistado, mas que promete salvar boa parte da memória e da história do país.

 

Casa Vogue entrevistou  Andrey Schlee, diretor do Departamento do Patrimônio Material do Iphan e explica o passo a passo para que um patrimônio seja tombado no Brasil:

Passo 1: Receber uma indicação
Como se elege um patrimônio em três passos (Foto: Divulgação)

Qualquer brasileiro pode indicar um bem material para se tornar um Patrimônio Cultural Brasileiro. Basta enviar solicitação uma carta ou ofício para a Superintendência do Estado onde se encontra o imóvel, para a presidência do Iphan, em Brasília, ou para o Ministério da Cultura. Lembrando que são considerados bens materiais desde casas e edifícios, até acervos de obras de arte ou até mesmo paisagens.

Passo 2: Ser avaliado pela a equipe técnica
Como se elege um patrimônio em três passos (Foto: Divulgação)

Dividida por Estados, a equipe técnica que incluí arquitetos, historiadores, antropólogos, entre outros  profissionais,  deve analisar os valores históricos, artísticos, arqueológicos ou até paisagísticos de um bem material e elaborar um relatório completo sobre o item.

Passo 3: Passar pelo julgamento final
Como se elege um patrimônio em três passos (Foto: Divulgação)

Após feito o relatório, o Departamento do Patrimônio Material encaminha para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que toma a decisão final e não só declara se o item será eleito patrimônio cultural nacional ou não, mas também quais sãos os limites deste tombamento. Se foi tombada a fachada ou o prédio inteiro, se é um conjunto arquitetônico ou só uma casa, se a vizinhança precisa ser preservada para garantir a visibilidade do patrimônio ou não, e assim por diante.

O Conselho ainda define as regras que devem ser cumpridas no caso de imóveis como casas e edifícios. Nestes casos, os proprietários continuam donos da construção e podem até vendê-las, mas não podem realizar alterações sem autorização do Iphan.

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Arquitetura


12 de maio de 2017   -   10:39:46

Jardim vertical:Entenda como funciona

Jardim vertical: Entenda como ele funciona

Respondemos as 10 perguntas mais frequentes sobre os já famosos jardins verticais

12/05/2017| POR GIOVANNA MARADEI FOTOS: DIVULGAÇÃO vogue

Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

Com cidades cada vez mais aglomeradas, os jardins verticais estão de volta com a promessa de levar mais verde - e consequentemente mais saúde -  para  todos. Um exemplo desta iniciativa são os já populares jardins verticais que ocupam o minhocão ou a atual iniciativa do prefeito João Doria em criar um muro verde no lugar dos grafites apagados na Avenida 23 de Maio, uma das mais movimentadas da cidade de São Paulo.



Mas, se não há muitas dúvidas quanto aos benefícios das paredes verdes, em relação à sua instalação e manutenção as coisas não estão tão claras. Qual o perigo de infiltração? Quais plantas usar? Como regar? Como ter um jardim vertical dentro de casa? Para saber a resposta destas e outras dúvidas básicas Casa Vogue conversou com representantes do Movimento 90° e criou um FAQ para explicar, de uma vez por todas, como funcionam os jardins verticais!

1. Um jardim vertical pode ser colocado em qualquer lugar?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

Sim, qualquer superfície vertical pode receber um jardim vertical, sejam muros altíssimos de edifícios, ou pequenas paredes internas. Quando se trata de uma superfície de grande proporção, como um prédio, os jardins verticais também ganham o nome de parques verticais.

2. O que preciso ter para instalar um jardim vertical?


Além de uma parede livre, claro, você vai precisar de espaçadores, chapas ecológicas e dois pedaços de feltro (imputrescível de alta densidade) para instalar as plantas.

3. Mas para o que serve cada um destes itens?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

O espaçador é fixado na parede e sustenta o jardim à cerca de 10 cm da parede, criando um colchão de ar que ajuda a evitar infiltrações. Já a chapa ecológica, que pode ser feita com tetra-pack recicláveis, funciona como uma barreira impermeável. O primeiro feltro funciona como um aparador para água nutrientes e raízes; já o segundo recebe pequenos cortes, nos quais são encaixadas as mudas das plantas.

4. Quais plantas são mais adequadas?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

De forma geral, são boas opções plantas que na natureza já se instalam em superfícies verticalizadas, como pedras e troncos. Nesse sentido, são opções viáveis samambaias, capins e trepadeiras, por exemplo. Mas vale lembrar que ainda é preciso checar o ambiente em que este jardim vai estar: se é ensolarado ou não, qual a intensidade dos ventos, da poluição e assim por diante.

5. Para regar as plantas de um jardim vertical, como faz?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

O jardim vertical deve ser instalado em conjunto com um sistema de irrigação, que irá garantir a rega das plantas. Em geral, coloca-se um tubo vertical do qual se ramifica vários canos horizontais com pequenos furos que irão gotejar água nas plantas. O ideal é que todos este sistema seja circular, para facilitar o reuso da água e em grandes instalações é possível pensar em um sistema que capta água da chuva, tornando o projeto ainda mais sustentável.

6. E para adubar, não dá muito trabalho?


Para adubar as plantas de um jardim vertical, especialmente os de maiores proporções, basta colocar os nutrientes necessários na água que é usada para regar as plantas, garantindo assim uma distribuição do adubo.

7. Para colocar um jardim vertical em um edifício e na minha varanda, o procedimento é o mesmo?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

Sim, as únicas coisas que mudam são as escalas do material e, talvez, as especialidade dos profissionais. Segundo o Movimento 90 °, por exemplo, para os jardins em edifícios todos os envolvidos precisam ter conhecimentos de rapel para trabalhar em segurança.

8. O jardim vertical não vai causar infiltração, tem certeza?


As chances são muito, muito, pequenas. Graças aos espaçadores e a chapa ecológica que é colocada antes dos feltros - aonde de fato é instalado o jardim, a parede de um edifício, ou mesmo a parede da sua sala, praticamente não entra em contato com a estrutura do jardim.
 

9. Mas qual a diferença que um jardim vertical faz no ar?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

Calcula-se que um parque vertical, como também são chamados os jardins verticais construídos em paredes grandes proporções, como as fachadas de edifícios, podem  reduzir em até 30% a concentração de gazes poluentes em seu entorno.

10. O jardim vertical ajuda em mais alguma coisa?
Entenda como montar um jardim vertical (Foto: Divulgação)

Os jardins verticais ainda ajudam a reduzir consideravelmente a poluição sonora de dentro do prédio ou da sala em que está, além de funcionar como isolante térmico sendo capaz de reduzir até 7°C. e também como

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Arquitetura


10 de maio de 2017   -   11:09:09

Arquitetura & Moda

Obras arquitetônicas inspiram as criações de Vitorino Campos

Estilista baiano traduz a brutalidade física das construções em peças-desejo

09/05/2017| POR PAULA JACOB | FOTOS DIVULGAÇÃO  vogue

David Chipperfield– Vitorino Campos AW17 (Foto: Divulgação)

Enxergar, elaborar e traduzir a essência feminina para transformá-la em algo físico é, por si só, uma obra de arte. Isso porque não existe um estereótipo geral para enquadrar todas em uma só figura, imagem ou tendência. Prova disso é o estilista Vitorino Campos que segue à frente da sua marca homônima e da Animale, produzindo peças para identidades femininas opostas, mas com ares de elegância indiscutível. A explicação para tal maestria deve-se a inspiração principal de suas coleções, a arquitetura.

 

Carlo Scarpa – ANIMALE AW17 (Foto: Divulgação)

O encontro de opostos, como delicadeza e força, ou timidez e ousadia, coloca a favor dos admiradores e clientes do trabalho de Vitorino uma verdadeira aula de história arquitetônica, feita para vestir. “São mulheres contemporâneas, fortes, que primam pelo belo, pela qualidade e valorizam roupas bem feitas”, explica ele. De primeira, pode parecer impossível visualizar as David Chipperfield ou Carlos Scarpa em um vestido, mas para o estilista baiano nenhuma referência precisa necessariamente resultar em algo óbvio - vide seus últimos desfiles.

 

Tadao Ando – ANIMALE AW16 (Foto: Divulgação)

“São inspirações que vêm a partir do estudo que uma obra ou arquiteto nos traz, daí traduzimos tudo sob a minha ótica. Escadas viram plissados, shapes orgânicos se tornam vestidos de seda, ângulos retos se transforma em recortes geométricos”, comenta Vitorino Campos, que adora, inclusive, transformar materiais usados pelos arquitetos em brincos, aviamentos, detalhes e até cores. “Uma estrutura metálica pode se tornar uma bolsa; uma porta, um bolso. Tudo depende do olhar que se tem.”

 

Carlo Scarpa – ANIMALE AW17 (Foto: Divulgação)

Por mais que o diálogo entre diferentes áreas seja necessário para uma explosão de produções autorais e cheias de histórias, muitas vezes não damos conta de que a arquitetura e a moda, em específico, podem sim mesclar suas trajetórias. No caso de Vitorino, a admiração das formas surgiu junto com o interesse pela arte e música, comprovando a intersecção entre as vertentes. “Acredito que é na observação do mundo que o senso estético vai se apurando. Meu encanto foi se formando desde a infância, onde convivi com a riqueza arquitetônica da Bahia, e a partir da descoberta de artistas que eu pesquisei, exposições que assisti, viagens que fiz. Considero a arquitetura algo muito inspirador para meu universo profissional”, revela.

 

Tadao Ando – ANIMALE AW16 (Foto: Divulgação)

Dentre as recentes paixões, Tadao Ando foi fonte primária para a elaboração da coleção do inverno 2016 da Animale. “Fiquei encantado pelas linhas limpas e simples e o uso da luz natural como elemento arquitetônico”, comenta Vitorino. Nas peças, observe os recortes concisos, o jogo entre fluidez e resistência e a paleta sutil, que surge acompanhada de tons mais fortes, como um elemento surpresa das obras de Ando.

 

Zaha Hadid – Vitorino Campos SS17 (Foto: Divulgação)

Há também um pouco de Zaha Hadid em Vitorino. “Fico abismado com a capacidade dela em transformar estruturas e materiais tão pesados em curvas tão leves. São obras contemporâneas repletas de personalidade.” As listras diagonais, o movimento do tecido e o uso de veludo sobreposto a transparência revela a delicadeza do olhar do estilista em traduzir as obras da arquiteta em peças de leveza ímpar.

 

David Chipperfield– Vitorino Campos AW17 (Foto: Divulgação)

Entre os marcos arquitetônicos, Vitorino ressalta Oscar Niemeyer e Renzo Piano. “Impossível ser brasileiro e contemporâneo de Niemeyer e não citar sua obra. Brasília por si só é um marco histórico e artístico transformador. A genialidade do arquiteto é observada principalmente na Catedral de Brasília - feita somente com uma peça de concreto repetida 16 vezes”, encanta-se. Para o segundo nome citado, Vitorino indica o museu George Pompidou, em Paris, uma quebra de estética no meio da cidade. “Foi um choque para os franceses a vanguarda do museu com seus tubos coloridos à mostra, aquele exoesqueleto no meio da cidade em choque com os prédios tradicionais. Ele traduz a arte contemporânea em si mesmo. É incrível.”

VEJA AQUI: O lar de Li Edelkoort em Paris

Tadao Ando – ANIMALE AW16 (Foto: Divulgação)

Com tantas opções para observar, o universo de Vitorino Campos não poderia se dar de outra forma. Transcender as barreiras da moda, da arquitetura, design, arte, ou o que for, mostra como tudo está sempre interligado, basta construir o olhar. “A simbiose é ideal. O escopo dos projetos vem das formas, das estruturas, das linhas e proporções. Um milímetro pode transformar tudo. A moda está na cidade, ela vive e vem da arquitetura, do design.”

Zaha Hadid – Vitorino Campos SS17 (Foto: Divulgação)
Carlo Scarpa – ANIMALE AW17 (Foto: Divulgação)

Vitorino Campos (Foto: Divulgação)

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Arquitetura


09 de maio de 2017   -   10:58:43

Edifícios assinados(além do copan)

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan)

Prédios lindos, construídos por arquitetos renomados, que você ainda pode chamar de lar

09/05/2017| POR GIOVANNA MARADEI. VOGUE

Além do tamanho do apartamento ou da localização do prédio, a arquitetura do edifício pode influenciar, e muito, a experiência do morar em uma cidade. Em São Paulo, isso não é diferente. Por isso, entre prédios murados e padronizados, destacam-se obras mais antiga, projetadas por arquitetos hoje bastante renomados que tinham em comum a nobre proposta de criar edifícios que dialogassem com a cidade que cresceu ao seu redor.   



Pensando nisso, selecionamos os top 10 edifícios assinados (além do Copan que já mais do que conhecido) que você ainda pode escolher como lar. São prédios cheios de história que marcam presença aonde estão, sejam bairros nobres da cidade, como Higienópolis, ou mesmo o tradicional Centro antigo de São Paulo.  

1. Edifício Cinderela - João Artacho Jurado



 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Localizado na rua Maranhão, no bairro de Higienopolis, o Cinderela foi inaugurado em 1956, tem 10 andares e, embora as varandas contínuas disfarcem, tem dois blocos com dois 2 apartamentos por andar cada. 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Neste edifício, o salão de festas fica no topo, aonde um amplo jardim conecta os dois blocos do prédio.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)
2. Edifício Esther - Álvaro Vital Brazil
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)

Projetado entre 1934 e 1938 pelo engenheiro e arquiteto Álvaro Vital Brazil, o Edificio Esther, que fica no Centro de São Paulo, tem 10 andares que abrigam 103 unidades, nas quais misturam-se apartamentos comerciais e residenciais. Um marco da verticalização em São Paulo, o edifício tem caido na graça dos paulistanos e hoje abriga até mesmo um dos restaurantes do chef Olivier Anquier.   

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Milena Leonel)
3. Edifício Germaine Burchar - Enrico Brand


 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)

Projetado por Enrico Brand na decada de 30, o edifício Germaine foi o primeiro "flat" da cidade de São Paulo. Nele ficavam fazendeiros que vinham para a cidade a trabalho e queriam abrir mão dos casarões sem deixar o luxo de lado. 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)

O prédio ainda abrigou duas redes de hotéis diferentes, até ser vendido no ínicio deste século quando, com a colaboração do arquiteto Pierre Mermelstein viu suas suítes virarem apartamentos residenciais de 38 a 75 m2. 

4. Edifício Louveira - Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)

Clássico representante da arquitetura moderna em São Paulo o edifício Louveira, localizado no bairro de Higienópolis, foi projetado em 1946 pelos renomeados arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)


 

Com duas torres, uma com 6 e outra com 7 andares, e um patio interno aberto para circulação de moradores e pedestres que passam pela região, o projeto é famoso por proporcionar a integração visual do espaço público e privado, assimilando a praça Vilaboim, que está em frente, ao interior do edifício.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)
5. Edifício Paulicéia - Gian Caro Gasperini e Jaques Pilon
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Construído no final dos anos 50 por Gian Caro Gasperini e Jaques Pilon, o edifício Paulicéia, localizado em um grande terreno na Av. Paulista, reúne muitas das principais características da arquitetura moderna, como fachada com pastilhas e venezianas, além de marquises e pilotis no piso térreo - conectando as duas torres.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)
6. Edifício Planalto - João Artacho Jurado
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Foi inspirado nas cores e na descontração da arquitetura do Rio de Janeiro, que  Artacho Jurado projetou o edifício Planalto. No total, são 70 apartamentos, que variam de 44 a 127 m2, e estão distribuídos em blocos conectados por corredores de serviço.  

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)
7. Edifício Prudência - Rino Levi
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Guilherme Marcato)

Com apartamentos que variam entre 315 e 350 m2, o edifício Prudência, em Higienópolis, foi projetado no final dos anos 1940 e soma 36 apartamentos. Os grandes destaques do projeto estão na planta interna, que permite que você retire as divisórias dos quartos, deixando o espaço livre para redefinições, e no paisagismo assinado por Roberto Burle Marx - que ainda é o criador dos azulejos que até hoje decoram o hall de entrada.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Guilherme Marcato)
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Guilherme Marcato)


 

8. Edifício Saint Honore - João Artacho Jurado
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Como acontece em outros edifícios projetados por Artacho, no Saint Honore previa-se uma fachada inteira revestida com pastilhas coloridas - o que acabou não sendo possível por questões de orçamento. 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)

Mesmo assim, o prédio contruído entre o final dos anos 1950 e o ínicio dos anos 1960, destaca-se entre as outras construções da Av. Paulista  pelo curioso formato em L. Grandioso ele tem 25 andares, com 6 apartamentos por andar que variam entre 170 e 223 m2.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Emiliano Hagge)
9. Edifício Santa Elisa - Arnaldo Maia Lello
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Carolina Mossin)

Construído no estilo Art Deco, o Edifício Santa Elisa, que fica no Largo do Auroche, zona central de São Paulo, foi projetado por Arnaldo Maia Lello em 1928. 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Carolina Mossin)

No projeto original, porém a fachada não era pintada e sim revestida de pó de pedra e pó de mica. 

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Carolina Mossin)

A parte interna, no entanto, contínua praticamente a mesma e surpreende pelas texturas do piso e os desenhos das grades e portões de ferro fundido. 

10. Edifício Viadutos - João Artacho Jurado
10 edifícios assinados para morar em São Paulo (além do Copan) (Foto: Divulgação)

Localizado no Viaduto Maria Paula, na zona central de São Paulo, o Edifício Viadutos foi idealizado por Artacho na década de 1950. 

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10 edifícios assinados para morar em São Paulo (Foto: Emiliano Hagge)


 

Com proporções gigantescas o prédio possuí 30 mil m2 de área construída, 27 andares, 368 apartamentos e 12 elevadores para levar moradores e convidados para cada um deles.

10 edifícios assinados para morar em São Paulo (Foto: emiliano Hagge)

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EDIÇÃO N° 50 - AGOSTO DE 2017