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Arquitetura


22 de fevereiro de 2017   -   14:54:17

Pequenos apartamentos,de 60,00 m2 ate 8,00m2

Decoração para apartamentos pequenos

Especial: 14 imóveis lindos com menos de 60 m²

28/10/2015 | POR LUISA CELLA; FOTOS DIVULGAÇÃO

  (Foto: Divulgação )

Vivemos em áreas cada vez menores e, considerando as condições das grandes cidades, tudo indica que esta é uma tendência que veio para ficar. Entre os fatores determinantes para o quadro, estão os novos hábitos e arranjos familiares, o aumento da população urbana, a escassez de terrenos e principalmente a alta no preços dos imóveis. Para citar um exemplo concreto, atualmente, o governo de Nova York se mobiliza para tentar driblar os valores exorbitantes do aluguel na metropole. Qual foi a saída pensada? Empilhar containers de 23 m² em plena Manhattan, que vão servir de moradia.

A solução, mais que possível, é aprender a viver bem em poucos metros. Pensando nisso, selecionamos 14 apartamentos inspiradores com menos de 60 m². A lista, organizada de forma decrescente, dos 60 m² até inacreditáveis 8 m², prova que bons projetos de arquitetura e de decoração valem ouro na hora de aproveitar, da melhor forma, cada centímetro do pequeno lar. 

Inspire-se no nosso Especial de Decoração Para Apartamentos Pequenos! Clique na imagem ou no título para conferir a obra completa! 

   (Foto: Divulgação )

60 m²: preto e madeira

Projetado para um jovem solteiro de 24 anos pelo escritório Díptico Design de Interiores, este loft, em São Paulo, aposta em um décor sóbrio e masculino. Linhas retas e os tons preto e cinza predominam, cobrindo, por exemplo, o projeto de marcenaria, o painel atrás da cama, o sofá e o tapete. Os itens de madeira quebram a monocromia e garantem uma boa dose de conforto.  


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  (Foto: Gustavo Xavier / divulgação )

60 m²: inspiração fashion

Localizado em Belo Horizonte, este apartamento compacto foi reformado para receber um jovem estilista e, como era de se esperar, a moda soprou ideias importantes para o décor. O arquiteto Júnior Piacesi focou em conseguir a melhor relação custo x benefício possível. O resultado é um equilíbrio do concreto aparente com a marcenaria, que remete ao estilo industrial. 


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  (Foto: Nieve/ divulgação )

55 m²: quarto novo na área

O projeto Flatmate, nome dado por seus projetistas, do estúdio Nook Architects, cumpriu a função de adicionar mais um dormitório na morada de 55 m², assim como novos armários. Um pedaço da ampla sala de estar deu lugar ao quarto extra, que pode ser isolado ou integrado à área social, de acordo com a vontade dos crientes, a partir da porta de correr.  


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  (Foto: Evelyn Muller/ divulgação )

45 m²: divisórias espertas

O desafio do escritório  Ah! Sim era duplo, pois além de servir como lar, o apartamento de 45 m², no interior de São Paulo, deveria funcionar como home office, já que o jovem publicitário trabalha em casa. Para aproveitar ao máximo cada centímetro, os arquitetos criaram até um sistema que permite suspender e esconder a cama dentro do armário de MDF, durante o dia. 


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  (Foto: Marcelo Donadussi/ divulgação )

45 m²: estante autêntica

O médico tem uma rotina agitada e passa o dia todo fora. Por isso, desejava uma ambientação 100% serena no seu lar. Esse foi o briefing passado ao escritório 0E1 Arquitetos, que respondeu com uma obra marcada por tons claros e móveis 100% planejados, pensados para trazer a amplitude. A estante autêntica organiza os livros e serve como elemento estético, que alegra a sala integrada à cozinha. 


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  (Foto: Carla Ripamonti/ divulgação )

40 m²: cabines desmontáveis

Os arquitetos do estúdio italiano UdA renovaram completamente o imóvel de 40 m², em Juan les Pins, sudeste da França, apostando em um conceito de 'cabanas internas'. A série de divisórias de madeira e metal resolveu os problemas de espaço do apartamento, em frente à praia. 


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  (Foto: Trevor Trondo/ The New York Times )

39 m²: dividido em três níveis

A configuração do apartamento, em Nova York, mal permitia a entrada de uma cama de casal. Depois da reforma, liderada pelo escritório de arquitetura Specht Harpman, a falta de espaço parece ter ficado no passado. Para solucionar a organização, a base da escada serve como armário. Confira mais 21 ideias criativas para explorar a escada. 
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  (Foto: Alain Brugier/ divulgação )

37 m²: revestimentos acertados

A fim de criar a sensação de uma área maior, o arquiteto Maximiliano Crovato realizou um profundo estudo de mateirais e de 'truques' da decoração, possíveis de serem aplicados no loft, localizado na região do Baixo Augusta, em São Paulo. Ele escolheu, por exemplo, móveis de vidro, que não criam barreiras visuais. 
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  (Foto: Djan Chu/ divulgação )

36 m²: estilo na composição de caixas

O morador entregou a reforma ao arquiteto Alan Chu, que apostou em uma surpreendente composição de caixotes para solucionar a questão de falta de espaço. Para imprimir estilo, Chu combinou a madeira com alguns elementos vermelhos. A escultórica escada em espiral conduz até o mezanino. 
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  (Foto: Adriana Barbosa/ divulgação )

32 m²: 10 dicas incríveis

Acostumada a encarar obras de pequenas metragens, a designer de interiores Adriana Fontana conta as 10 dicas mais incríveis que permitiram o seu novo projeto, que transformou a quitinete, em São Paulo. Mesa de jantar que se esconde atrás do armário, móveis versáteis e até uma estante vazada que serve de home office.  
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  (Foto: Carolina Chevalier/ divulgação )

30 m²: décor vintage

Os profissionais do escritório The New Design Project reformaram este estúdio compacto, na capital francesa, com o cuidado de preservar as características do imóvel. A fim de conquistar amplitude, eles demoliram a parede que escondia o dormitório e colocaram no lugar dela uma divisória de meia altura de cimento. 
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  (Foto: S. Zajaczkowski )

29 m²: cama no alto

A área era compacta, mas os profissionais do escritório 3XA encontraram um ponto a favor: o pé-direito generoso, de 3,7 m, e, explorando tal característica, conseguiram transformar o lar, na Polônia. O dormitório fica agora nas alturas, no novo mezanino, enquanto o restante dos cômodos estão integrados no nível inferior.
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  (Foto: Marcelo Magnani/ divulgação )

27 m²: atmosfera jovem

Este micro flat, no bairro dos Jardins, em São Paulo, não deveria ser frio e impessoal. Além disso, o jovem solteiro pediu também ao arquiteto Ricardo Abreu Borges um layout que tornasse viável a realização de uma série de atividades, como cozinhar, descansar, trabalhar e receber amigos. Paredes foram abaixo e objetos descolados chegaram para dar o tom do décor. 
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  (Foto: Fabienne Delafraye/ divulgação )

8 m²: canivete suíço em Paris

Apesar da área reduzida, o local permite atividades como dormir, cozinhar, comer, lavar, trabalhar e até armazenar um bom número de itens! Como isso foi possível? Graças a um estratégico e afiado projeto, realizado pelo escritório de arquitetura Kitoko. Confira!

 

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Arquitetura


17 de fevereiro de 2017   -   15:22:17

5 Tendências para viver melhor

5 tendências para viver melhor

Arquitetos apontam soluções inspiradoras

10/04/2015 | POR ARTUR DE ANDRADE E GUILHERME AMOROZO

Que tal lançar um olhar fresco para antigos dilemas arquitetônicos e decorativos? Nessa busca, podem surgir soluções atuais que, emboram se inspirem em outros tempos, revelam o novo. Reunimos sete profissionais respeitados que apontam tendências para ocupar o espaço usando como exemplo o que fizeram com mais liberdade: seus projetos autorais.

Soluções da arquitetura (Foto: André Klotz)


1. Quebra de limites

“Vivemos presos a um modelo burguês de habitação no qual os cômodos se restringem a ações específicas, tais como cozinhar, comer, dormir. Reflito sobre o espaço desde que me conheço por gente e fui criado numa típica casa de classe média nos anos 1980. Fazia minhas tarefas escolares na “mesa de jantar”, na verdade utilizada para esse fim só uma vez ao ano. No cotidiano, era destinada a atividades escolares ou recreativas – montava sempre meu Ferrorama sobre a tal mesa. Essas simples adaptações do dia a dia, como ler na cama, tirar um cochilo no sofá ou receber os amigos para um churrasco na garagem, talvez tenham derrubado meus paradigmas a respeito do morar de modo muito mais sincero. Recentemente, ao visitar a Villa Savoye (1928), do mestre Corbusier, na França, me emocionei ao sentir como ele propunha o uso do espaço, mostrando a importância do caminhar para que, aos poucos, luzes, volumes e vazios se descortinem. Lembrei-me dos meus próprios hábitos, como improvisar pela manhã, em minha cozinha nada ortodoxa – com direito a jardim com árvores e pé-direito duplo – um escritório, como um refúgio particular. Sorri e agradeci.”
Guilherme Torres, arquiteto

Soluções da arquitetura (Foto: André Klotz)


2. A reinvenção do contraste

“Nasci na década de 1970, que foi muito marcante nos interiores, e minha inspiração vem de lá. Tenho verdadeiro fascínio pelos materiais da época, como o acrílico e a eterna cerâmica, seus metais dourados e prateados, o branco e a riqueza de cores, as estampas e as texturas fortes e expressivas. Gosto do brilho que os grandes contrastes promovem: do tijolo, da madeira e do papel ao high-tech, em um mix que caracteriza tudo o que faço na minha profissão. Reúno o vintage e o contemporâneo e, na hora de decorar um ambiente, por mais novo que ele possa parecer, penso nas fórmulas tradicionais e consagradas de buscar a melhor estética – para mim, é o que vem em primeiro lugar quando o assunto é, essencialmente, decoração. Gosto do desenho pelo desenho, de voltar atrás no tempo e ver o que os outros decoradores faziam, só que, hoje, como uso da tecnologia, mas na medida certa!”
Maximiliano Crovato, arquiteto

Soluções da arquitetura (Foto: André Klotz)


3. O máximo com o mínimo

“Habitar uma metrópole é um desafio constante: poluição, trânsito, segurança, preço dos imóveis, falta de espaços públicos qualificados e tantos outros fatores desestimulam constantemente seus moradores. No entanto, a quantidade de oportunidades de serviços, lazer, cultura, gastronomia e empregos permanece como um fator de compensação. Com os valores cada vez mais altos para imóveis bem inseridos nessa realidade, o tamanho dos ambientes privados tende a continuar diminuindo nos próximos anos. Portanto, é fundamental investigar novas possibilidades. Nesta pequena residência erguida num lote de apenas 4 m de largura, por 30 m de profundidade, desenvolvida em parceria com o escritório CR2 Arquitetura, simplificamos o programa de uma casa convencional, de maneira a reduzir seu tamanho e maximizar a sensação de espaço: os ambientes se costuram e se misturam num continuum entre interior e exterior – transparências e conexões que proporcionam um ganho de qualidade.”
FGMF Arquitetura

Soluções da arquitetura (Foto: Vicente de Paulo)


4. Foco: a pessoa e o ambiente

“A mesma tecnologia que conecta o mundo acaba desconectando as pessoas e, principalmente, as famílias. Cada vez mais nômade, o ser humano deseja viver em espaços práticos e funcionais – ele precisa dominar a casa; se a casa vira dominadora, a relação se torna desproporcional. Para que se tenha uma equivalência tecnológica em relação à arquitetura, é preciso resgatar o “vazio” surgido dentro dos lares, reforçando as áreas comuns de convívio. Em busca desse equilíbrio, desenvolvemos um sistema de módulos denominados GROU, com os quais o morador pode criar sua própria atmosfera temporal, possibilitando mudanças imediatas sem perder a qualidade. Autoportante, o GROU se torna uma arquitetura nômade, que pode ser transportada para diversos lugares. É assim que vemos as moradias no futuro: construções limpas e sustentáveis, projetadas com recursos e materiais que contribuem para sua eficiência energética. O aumento da poluição e o aquecimento global trouxeram a urgente necessidade de mudanças comportamentais e estruturais em nosso estilo de vida. Acredito que essas transformações devem começar, literalmente, pelas nossas casas, na forma como as projetamos e construímos.”
Duda Porto, arquiteto

Soluções da arquitetura (Foto: Djan Chu / divulgação)


5. Pátio da paz

“Sair de São Paulo simboliza deixar de lado a ‘correria’. É como encontrar uma fenda no tempo, abrir espaço... A Casa da Mangueira, aqui retratada, é uma pousada e nossa residência em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. É o lugar que minha mulher Cristina e eu escolhemos para viver com nossos filhos Ian e Uma. O pátio ao redor da mangueira é o coração da casa, por onde se entra, para onde a sala se abre, de onde contemplamos o céu do Planalto Central. Meu filho Ian, de 4 anos, ajudou a assentar as pedras do chão. Esse tipo de piso normalmente não é paginado, as pedras têm de ser escolhidas na hora e o resultado depende da sensibilidade de quem as coloca. No dia da instalação percebemos que deveríamos dispô-las radialmente, do centro para as extremidades – um gesto sutil capaz de transformar o ambiente. Estarmos próximos da natureza e vivenciar o silêncio nos ajudam a manter essa sutileza. Creio que, com menos informação há mais espaço para compreensão – é como queremos morar.”
Alan Chu, arquiteto

* Matéria publicada em Casa Vogue #355 (assinantes têm acesso à edição digital da revista)

 

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Arquitetura


17 de fevereiro de 2017   -   12:04:17

Plantas dentro de casa.dicas

5 dicas de como usar plantas na decoração de móveis

Trazer o verde para dentro de casa é mais simples do que parece

17/02/2017| POR LÍGIA NOGUEIRA FOTOS DIVULGAÇÃO

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)


É tendência: a vontade de estar perto da natureza e de trazer o jardim para dentro de casa foi apontada pelo WGSN como um dos movimentos que vão nortear o jeito de morar do futuro. Além de trazer a sensação de bem-estar, que ambiente não fica melhor com verde? Estantes, prateleiras e outros móveis, como aparadores e cristaleiras, podem ganhar um charme a mais na companhia das mais variadas espécies. Vasos e cachepôs misturados a outros objetos, como livros, quadros e esculturas, dão vida ao décor, além de contar um pouco sobre os moradores. A seguir, as arquitetas Denise Yui e Julia Rettmann, da Selvvva, de São Paulo, dão dicas de como usar plantas na decoração.

 

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)

1. Aposte em plantas pendentes

“Gostamos muito de colocar plantas pendentes nas prateleiras e estantes, principalmente nos níveis mais altos. Como a altura entre as prateleiras não costuma ser muito grande, as espécies pendentes são ideais. Para móveis como mesas e aparadores, escolha plantas que fiquem bonitas de serem vistas de cima.”

 

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)

2. Escolha espécies de acordo com as condições de luz e umidade

“Antes de escolher uma planta para um cantinho específico, preste atenção se bate sol direto ou não. Caso bata sol é legal saber o horário, pois quanto mais próximo do meio-dia mais forte é o sol. Tem plantas que não gostam de tomar sol direto e tem plantas que precisam dele. A rega também varia de acordo com a espécie.”

 

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)

3. Prefira plantas adequadas à sua rotina

Observar quantas vezes cada pessoa consegue regar a planta durante a semana também é um fator importante na hora de escolher as espécies na decoração. “Uma dica legal para entender uma planta é pensar em como ela se encontra na natureza. Se é uma planta de deserto, normalmente não gosta de umidade e gosta de muito sol. Se a espécie se prolifera embaixo das árvores, provavelmente prefere luz filtrada.”

Segundo as arquitetas, a jiboia é uma espécie indicada para decoração, já que ela se adapta bem aos ambientes internos. “Ela consegue subir nos troncos das árvores ou em paredes rugosas, mas quando não tem apoio pode ser usada como pendente.”

Alguns cuidados: a jiboia não gosta de sol direto, pode receber água nas folhas e deve ser regada de duas a três vezes durante a semana, dependendo do clima – as altas temperaturas exigem mais regas.

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)

4. Atenção ao escolher os vasos ou cachepôs

É importante estar atento ao material do vaso ou cachepô, pois materiais como o barro e o cimento deixam passar umidade. “Ao colocar uma planta sobre um móvel de madeira certifique-se de isolar a umidade. Cachepôs metálicos são ideais para essa situação”, dizem as arquitetas.

5 dicas de como usar plantas na decoração (Foto: Divulgação)

5. Não tenha medo de errar nas combinações

“Tente brincar com as diferentes texturas, cores e formatos de folhas. Não tenha medo de errar na hora de combinar: planta combina com planta! Apenas lembre-se de colocar juntas plantas que gostem das mesmas condições de luz.”
 

 

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Arquitetura


05 de janeiro de 2017   -   11:34:05

Aero clube Casa cor 2017

 Aero clube,Natal Rn.

Local onde hoje funciona diversas atividades de esporte e lazer  para a população ,será sede do maior evento de arquitetura e decoração do brasil a casa cor 2017. O evento  acontecerá no espaço onde começou o clube o prédio principal.

Como arquiteto , acredito que será feito um resgate da arquitetura do prédio,devolvendo a cidade toda a historia do clube.

 

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Arquitetura


03 de janeiro de 2017   -   11:15:10

Famoso e seu Refúgio em Trancoso

Sarah Chofakian revela seu refúgio em Trancoso

Totalmente aberto à natureza baiana, o refúgio de verão da designer de sapatos Sarah Chofakian, projetado por Gui Mattos, é agradável 365 dias por ano

02/01/2017| TEXTO BETINA MARCON; PRODUÇÃO TIAGO CAPPI; FOTOS MARCO ANTONIO

CASA VOGUE

cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)

Desde o início, a designer de sapatos e empresária Sarah Chofakian queria que tudo em sua casa de veraneio em Trancoso fosse o mais local possível: dos materiais utilizados ao estilo arquitetônico. Uma vez por mês, ela pega o avião rumo ao sul da Bahia, especificamente a 60 km do centro de Porto Seguro, e instala-se na Fazenda Rio da Barra, de frente para o gramado central, uma área que reproduz a disposição do célebre Quadrado. Há dois anos, este é o lugar escolhido para reunir amigos e familiares, reabastecer energias e cuidar da saúde – além de organizar festas, claro. “O maior valor dessa casa é a elegância de sua simplicidade”, elogia Sarah.

 

cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)

Ela tinha no telhado de taubilha um pedido especial, desejo posto ao arquiteto Gui Mattos, que lidou com um limitante: ao erguê-lo, a construção não poderia ultrapassar 5 m de altura (norma do condomínio; manter as casas baixas dá chance a moradias posteriores de também terem vista para o centro da vila). Resultado: quando chega ao ponto máximo, o telhado sofre um corte horizontal e as taubilhas mudam de sentido – elas descem tal qual uma veneziana em direção a um pátio interno totalmente aberto para o interior.

“A primeira vez que choveu, não tínhamos certeza se ia dar certo, mas foi perfeito”, diz. Hoje, esta é a característica com que a designer mais se identifica ali. “Esse detalhe é único, eu nunca tinha visto antes.” Quem olha o refúgio por dentro, observa o telhado pairar sobre os caixilhos e os cômodos de alvenaria. A solução da cobertura deu liberdade para buscar uma visão diferente da arquitetura regional, exemplificada pelas “caixas” que delimitam alguns ambientes. “É a releitura do que poderia ser a casa de um pescador ou de um morador local”, afirma Gui Mattos. 


cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)

A sintonia com a região se mostra, ainda, na natureza. Não é raro ver corujas no jardim, revoadas de periquitos e luares inesquecíveis. “A gente até se confunde se está no campo ou na praia”, conta Sarah. Por situar-se no topo de uma falésia, o mar fica ao alcance dos olhos, mas a areia distante o suficiente para criar variadas atmosferas. O pergolado, feito a pedido da designer após o término do projeto, foi construído por trabalhadores do entorno e é o ambiente preferido para contemplar a paisagem. “Ver o mar e o pôr do sol de lá é algo imperdível. O sol fica rosa e é a coisa mais linda do mundo”, conta.

 

cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)
cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)

A decoração da morada foi toda feita por Sarah, que chegou a desenhar móveis e mandar fabricá-los em marcenarias de Trancoso. A prioridade é sempre para a utilidade do objeto: “É tudo muito funcional. Gosto de coisas usáveis, simples.” Os conhecidos que visitavam também ajudaram com presentes variados. Um amigo de longa data, que é já “patrimônio da família”, esteve na casa e sentiu falta de um sofá. Mandou vir o móvel da Califórnia, eleito por meio de fotos. “Ele sugeriu este e foi perfeito.”

O cair da tarde é imbatível, segundo a proprietária, para quem “a Bahia é muito agradável durante os 365 dias do ano”. “E a casa é gostosa até quando chove”, diz a psicanalista de formação, que clinicou por cinco anos antes de fazer carreira na moda e comandar a grife com cinco lojas próprias. Além do interior arejado, a área externa é ideal para repor as energias. Há uma sauna subterrânea que surpreende grande parte dos convidados. “Chamo meu massagista todos os dias no final de tarde”, afirma. “Depois, entro na piscina à noite, quando a água fica quente. Com o luar, é mágico.”

cv376 editorial sarah chofakian (Foto: Marco Antonio)

 

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Arquitetura


27 de dezembro de 2016   -   10:46:27

Shopping Eldorado

{SP}: Shopping Eldorado recebe Prêmio de sustentabilidade com horta e composteira em sua cobertura.

1 de março de 2016

Você já parou para pensar na quantidade de resíduos orgânicos gerada pela praça de alimentação de um shopping center? Grande parte destes centros comerciais envia estes resíduos a aterros sanitários, porém, esta nem sempre é a opção mais adequada em termos ecológicos.

Pensando nisso, em 2012 o Shopping Eldorado, em São paulo, decidiu implementar uma composteira em sua cobertura, oferecendo um destino mais adequado aos mais de 400 quilogramas de resíduos orgânicos gerados em sua praça de alimentação.

O chamado “Telhado Verde” permitiu ao shopping transformar grande parte dos dejetos em fertilizante, que é aplicado em uma horta orgânica. A partir dos restos de mais de 10 mil refeições servidas todos os dias no shopping, são produzidas quatorze toneladas de fertilizantes ao mês.

 

Nesta horta cultiva-se berinjela, cebola, pimentão, cebola, gengibre, tomate, lavanda, erva-cidreira, hortelã e muitos outros vegetais e hortaliças completamente livres de pesticidas; produção que é usada na cozinha dos próprios restaurantes do shopping. Além disso, nos dias de colheita os funcionários podem subir na cobertura do shopping e levar gratuitamente os vegetais para casa.

Segundo Sérgio Nagai, um dos idealizadores da iniciativa, “já plantamos e colhemos 25 kg de feijão, com os quais se fez uma feijoada para 400 empregados em 2013, a ideia é continuar assim.”

A horta também ajuda a diminuir a temperatura interna do shopping, reduzindo o consumo de energia com ar-condicionado. Além disso, a cobertura verde reutiliza os mais de 100 mil litros de água usada pelos motores dos equipamentos de climatização na rega das horta e redireciona a água da chuva para os banheiros do shopping.

Com este projeto, o shopping center reaproveita 25% de seus dejetos mensais. Porém, a administração pretende ir além: o objetivo é deixar de enviar resídios ao aterro sanitário até o ano de 2017.

Segundo Marcio Glasberg, gerente de operações do shopping, “toda grande empresa deve ter esta preocupação com a sustentabilidade. Além da participação de nossos funcionários, o projeto é bom por razões econômicas. Desde que fizemos o teto verde, reduzimos nosso consumo de energia e também a quantidade de resíduos, o que também diminui nossos gastos.” No total, a medida permite economizar por mês cerca de 12 mil reais.

Ano passado a iniciativa ganhou o prêmio de sustentabilidade da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) e o prêmio de Grande Empresa da Federação de Comércio de São Paulo. Além disso, o Eldorado anunciou que a partir deste ano sua cobertura passará a ter 9.500 metros quadrados de hortas (um aumento de 3.500 m² em relação a 2015).

Referências: Shopping EldoradoO Globo e Veja SP.

 

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EDIÇÃO N° 50 - AGOSTO DE 2017