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Arquitetura


31 de outubro de 2016   -   14:20:34

Olivie Anquier abre sua casa em Sao Paulo

Olivier Anquier abre sua casa em São Paulo

Lar na Praça da República tem peças garimpadas

27/11/2013 | POR ROBERTO ABOLAFIO JUNIOR; ESTILO ADRIANA FRATTINI; FOTOS FILIPPO BAMBERGHI

  (Foto: Filippo Bamberghi)


“Quando alguém decora sua casa, ela não fica com sua cara, mas com a do outro”, considera Olivier Anquier. Por isso, o chef e apresentador e sua mulher, a atriz Adriana Alves, prescindem de ajuda profissional para ambientar o apartamento onde vivem. Composto de móveis, luminárias e objetos quase todos garimpados ao longo dos anos pelo proprietário de faro fino, o imóvel fica em um emblemático edifício dos anos 1940 na Praça da República, região central de São Paulo. “É um apê com jeito de casa como antigamente”, opina o francês naturalizado brasileiro, à frente do programa Diário do Olivier (GNT) há 16 anos.



Casados há seis anos, eles são afeitos a misturas bem particulares. Em um dos ambientes de estar, por exemplo, há sofás modulares da década de 1970, a mesa biomórfica (1944) de Isamu Noguchi, tapete persa e, na parede, a colorida tapeçaria de Kennedy Bahia. A sala ao fundo exibe dois glamourosos espelhos trabalhados, com moldura dourada. A instalação das superfícies refletoras, também em outros pontos da casa, foi uma das poucas interferências no aspecto original do imóvel. “Queríamos dar profundidade aos espaços”, justifica ele.

“Gostamos bastante de receber os amigos, para quem ele cozinha um pouco de tudo”, conta Adriana. “E adivinha onde o pessoal prefere ficar?” É mesmo no ambiente de preparo das refeições, aberto para a sala de jantar, com balcões de madeira maciça vindos de antigos comércios.

 

  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
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  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
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  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
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Olivier Anquier abre sua casa em São Paulo

Lar na Praça da República tem peças garimpadas

27/11/2013 | POR ROBERTO ABOLAFIO JUNIOR; ESTILO ADRIANA FRATTINI; FOTOS FILIPPO BAMBERGHI

  (Foto: Filippo Bamberghi)

“Quando alguém decora sua casa, ela não fica com sua cara, mas com a do outro”, considera Olivier Anquier. Por isso, o chef e apresentador e sua mulher, a atriz Adriana Alves, prescindem de ajuda profissional para ambientar o apartamento onde vivem. Composto de móveis, luminárias e objetos quase todos garimpados ao longo dos anos pelo proprietário de faro fino, o imóvel fica em um emblemático edifício dos anos 1940 na Praça da República, região central de São Paulo. “É um apê com jeito de casa como antigamente”, opina o francês naturalizado brasileiro, à frente do programa Diário do Olivier (GNT) há 16 anos.

VEJA TAMBÉM: "Minha casa é o melhor lugar do mundo!”, revela Adriana Alves

Casados há seis anos, eles são afeitos a misturas bem particulares. Em um dos ambientes de estar, por exemplo, há sofás modulares da década de 1970, a mesa biomórfica (1944) de Isamu Noguchi, tapete persa e, na parede, a colorida tapeçaria de Kennedy Bahia. A sala ao fundo exibe dois glamourosos espelhos trabalhados, com moldura dourada. A instalação das superfícies refletoras, também em outros pontos da casa, foi uma das poucas interferências no aspecto original do imóvel. “Queríamos dar profundidade aos espaços”, justifica ele.

“Gostamos bastante de receber os amigos, para quem ele cozinha um pouco de tudo”, conta Adriana. “E adivinha onde o pessoal prefere ficar?” É mesmo no ambiente de preparo das refeições, aberto para a sala de jantar, com balcões de madeira maciça vindos de antigos comércios.

* Leia matéria completa em Casa Vogue #340 (assinantes têm acesso à edição digital da revista)

  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
  (Foto: Filippo Bamberghi)
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  (Foto: Filippo Bamberghi)
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Arquitetura


28 de outubro de 2016   -   08:39:41

Casas de praia

Casas de praia: 15 projetos para sonhar

Diversos estilos de decoração e arquitetura à beira mar

07/10/2016| POR ANGELINA MARCASSO

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Com o verão se aproximando surge o desejo de ter uma casa a poucos passos do mar. Por isso, sugerimos uma seleção de casas de praia para sonhar e se inspirar. Das linhas retas e sóbrias do modernismo ao aconchego do rústico, esses projetos bem pensados possuem um só objetivo: acolher seus moradores com conforto e estilo.

 

Jogo de volumes

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)SalvarSalvar

O excepcional cenário da cidade sul-africana de Plettenberg Bay inspirou as características da arquitetura idealizada pelo escritório SAOTA. Quem olha para esta casa visualiza duas caixas que parecem flutuar sobre o terreno. O resultado da arquitetura é um mix de elementos: enquanto os volumes superiores são cobertos de madeira, o intermediário é todo fechado com vidros e, por fim, o inferior esbanja paredes de pedra.


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Fachada metálica

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)SalvarSalvar

Localizada em uma comunidade ao norte do litoral de Gisborne, na Nova Zelândia, esta casa lembra vários containers empilhados por causa de sua fachada de metal ondulado preto. Apesar disso, o estilo despojado do exterior guarda uma decoração de linhas puras e elegantes nos ambientes internos, com muita madeira e cores claras no mobiliário. Projeto do do escritório Irving Smith Architects.
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Construção suspensa

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)SalvarSalvar

Na copa das árvores, 30 metros acima da praia, está o endereço flutuante desta casa modernista,criada pelo escritório SPBR Arquitetos, na Praia dos Tenórios, em Ubatuba, São Paulo. De todos os ângulos, a vista para o mar azul é um espetáculo singular. Não por acaso, o Trópico de Capricórnio passa ali perto, como se delimitasse o lugar de forma especial.
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Contraste moderno

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)SalvarSalvar

Esta casa tem a vista majestosa de um rio, em West End, Brisbane, capital do Queensland, na Austrália, e a construção se baseia em materiais brutos como o concreto aparente que, aliado a madeiras escuras e ao vidro, faz uma releitura contemporânea de uma obra em ruínas. Projeto do escritório de arquitetura australiano Cox.


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Integração total

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Com projeto dos arquitetos Babi e Tomaz Teixeira, esta casa, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, possui espaços integrados, com bastante luz natural e uma cozinha voltada à área externa. Os profissionais inseriram uma linguagem moderna no vão central da construção, que conecta as quatro suítes aos outros ambientes através de portas de correr.
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Decoração despojada

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Para desenvolver esta casa na Praia da Silveira, em Santa Catarina, o arquiteto Marcelo Salum atendeu prontamente o desejo dos proprietários, que adoram surfar. O projeto trouxe as cores da natureza exuberante da paisagem para dentro dos ambientes, criando uma atmosfera relaxante. O azul aparece no tom turquesa e na versão marinho, sobre uma base neutra.

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Muito dourado e luxo

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Quando o assunto é decoração de casas de praia, elementos como materiais naturais, tons terrosos e fibras trançadas logo vêm à mente. Mas para Kelly Wearstler, a diva do décor norte-americano, essa é uma oportunidade de transformar essa iconografia marítima com uma boa dose de glamour e excentricidade – e foi exatamente isso que ela fez ao orquestrar os ambientes de residência litorânea, no sul da Califórnia.
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Flutuando sobre o mar

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Em um estreito terreno à beira-mar, na região dos Hamptons, no litoral do estado de Nova York, esta casa de praia foi erguida com uma vocação: contornar obstáculos. Uma das primeiras construções afetadas pela nova lei de elevação de inundação do local, ela deveria estar a cinco metros acima do mar. Projeto do escritório de arquitetura nova-iorquino Blaze Makoid.
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Perto do mar de Angra

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

As características já eram prósperas: uma residência de mil metros quadrados à beira mar, organizada ao redor de um generoso deque aberto à paisagem de Angra dos Reis e equipada ainda com gazebo e piscina. Faltavam, no entanto, alguns ajustes para garantir o aproveitamento máximo do espaço, e foi aí que a designer de interiores Paola Ribeiro entrou em jogo.
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Ares modernistas

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Quando o escritório Pimont Arquitetura foi chamado para construir esta residência no bairro de Jurerê Internacional, em Florianópolis, a presença exuberante da natureza brasileira serviu como inspiração para que os traços modernistas honrassem a tradição arquitetônica do país.
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Fora de qualquer clichê

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Esta casa de praia, assinada pelo do escritório de arquitetura Johnston Marklee, é formada por um volume retangular no qual foram recortadas abóbadas, portas e janelas arqueadas. Todos os cômodos estão orientados na direção do oceano. A variação entre os pés-direitos e os tamanhos das portas permite diferentes visões do mar ao longo da planta.
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Prática e confortável

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Além de ser o refúgio de veraneio, em meio à Mata Atlântica, esta casa funciona para os proprietários como um elo entre presente, passado e futuro. Ali, eles têm o prazer de dividir novamente o mesmo teto com seus filhos, já crescidos. Os motivos para a compra do imóvel, com 480 m², eram muitos e, na hora de redecorar, veio à mente um nome familiar: o da arquiteta Fernanda Moreira Lima, responsável pelo projeto do apartamento deles de São Paulo.
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Para reunir os amigos

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Os finais de semana da família proprietária desta casa de praia, assinada pelo escritório FCstudio, certamente tornaram-se mais animados depois que a construção ficou pronta. Além de aproveitar de forma inteligente cada um dos 335 m² de área construída, o projeto é ideal para um lugar de temperaturas elevadas, como o Guarujá, no litoral de São Paulo.
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Natureza e minimalismo

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Nesta casa, no litoral de São Paulo, a vista da piscina com borda infinita se confunde com o mar e a vegetação nativa da mata Altântica funciona como uma bela moldura para a arquitetura de linhas precisas. Para manter um diálogo estético, o proprietário encomendou a arquiteta Karina Korn um projeto de interiores com linguagem clean e miminalista.
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Uma nova versão

Casas de praia: 15 projetos para sonhar (Foto: Divulgação)

Debruçada sobre a areia da praia de Canasvieiras, no norte da ilha de Florianópolis, esta residência é dona de uma história de cerca de quarenta anos. Todos na vila conheciam a “casa de pedra”. Sua localização privilegiada e seu potencial construtivo chamaram a atenção de um investidor estrangeiro, que confiou a reforma à arquiteta Juliana Pippi.

 

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Arquitetura


15 de agosto de 2016   -   10:51:52

Obras de arte mais caras do mundo

As 6 obras de arte mais caras do mundo

Conheça a história das pinturas e da escultura arrematadas por preços estratosféricos

12/08/2016 | POR JULIA MELLO; FOTOS DIVULGAÇÃO

Arte (Foto: Divulgação)


 Em 1990, a autoria da obra de maior valor vendida em leilão pertencia à Vincent van Gogh: Portrait of Dr. Gachet alcançou o valor de US$ 82.5 milhões na Christie's, uma das maiores casas de arremate do mercado. Em 2006, foi a vez de Portrait of Adele Bloch-Bauer II, de Gustav Klimt, tomar o pódio por US$ 88 milhões.

Nove anos depois, em 2015, o mercado foi impactado por valores astronômicos: três das maiores vendas aconteceram neste ano. Toddy Levin, expert do mundo da arte, afirma que esse recorde não será batido tão cedo.

Confira, abaixo, quais são as obras de arte vendidas pelo maior preço em leilões:

 (Foto:  )
6. Silver Car Crash (double disaster), 1963, Andy Warhol

Vendida em novembro de 2013 por US$ 105.445.000, essa é a obra do artista contemporâneo leiloada pelo maior preço. Foram cinco compradores brigando pela peça − que pertenceu à um colecionador europeu por 20 anos − durante o leilão realizado pela Sotheby's.

De grandes dimensões (2.4 m x 4 m), e retratando um corpo dentro de um carro cinza acidentado, ela exibe algumas das características presentes no trabalho do artista: a repetição e o interesse em desafiar o gosto do público − Warhol sempre questionava o alto valor pago para ter a representação de um desastre automobilístico na parede da sala.  

LEIA TAMBÉM: James Turrel cria obra em cratera de vulcão
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 (Foto:  )
5. The Scream (O Grito), 1895, Edvard Much

Com três das quatro versões localizadas em museus noruegueses, não é de se impressionar que a última delas fosse arrematada pelo valor de US$ 119.922.500 em 2012. O leilão, também na Sotheby's, durou 12 minutos e teve comprador anônimo.

E MAIS: O poder feminino nas artes
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4. L'Homme au Doigt, 1947, Alberto Giacometti


 De acordo com o site Artsy, apenas 9 esculturas figuram entre as 100 obras mais caras arrematadas no planeta. Apesar do número enxuto, a obra do artista suíço não está em más companhias: peças de Jeff Koons, Henri Matisse e Constantin Brancusi também aparecem no top 50. A obra de bronze, que também é a única pintada à mão pelo artista, foi vendida por US$ 141.285.000 em maio de 2015.
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3. Three Studies of Lucian Freud, 1969, Francis Bacon

O leilão da obra, vendida em 2013 por US$ 142.405.000, aconteceu permeado de mistério ao redor dos compradores − rumores do mundo da arte apontam para a senhora Wynn, co-fundadora da famosa rede de cassinos que leva seu sobrenome, cujo hobby é abrir galerias de arte. Os dois ofícios se misturam tanto que um de seus cassinos leva o nome de Le Rêve, uma homenagem a pintura de Picasso.

A pintura representa um momento especial no mundo da arte: Lucian Freud, amigo de Bacon, está sentado em uma cadeira de madeira frente à um fundo laranja, e, apesar dos artistas terem posado um para o outro ao longo da vida, esse é um dos dois únicos trípticos completos que representam Freud.

Apesar da cor chamativa e do tom positivo da obra, ela representa o início do fim da amizade entre os artistas, que cortaram laços em 1970.

LEIA TAMBÉM: Artista sul-coreano faz piada com a presença da tecnologia na vida moderna
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2. Nu couché, 1917-18, Amadeo Modigliani

O chinês Liu Yiqian arrematou a obra em 2015 por US$ 170.405.000, colocando Modigliani no segundo lugar dessa seleção. Ela é parte da série de nus realizados pelo artista em 1917 com o encorajamento do polonês Léopold Zborowski, figura emblemática no mundo artístico da época.

E MAIS: 5 hotéis onde a arte define tudo
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1. Les Femmes d'Alger, 1995, Pablo Picasso

 “É um ponto de virada na história da arte. É o leilão do século”, afirmou Thierry Ehrmann, presidente da consultoria ArtPrice sobre o leilão deste lote, realizado em 2015, no qual foi vendida também a escultura que figura em quarto lugar desta lista, O homem que aponta, de Giacometti. Entre as obras de arte de Picasso que pertenciam à uma coleção privada, essa era a mais importante.

E MAIS: A maior escultura interna do mundo

Na época da venda, a BBC fez um comparativo com o que seria possível comprar com US$ 179.365.000: 560 modelos Ferrari Berlinetta; 17 apartamentos luxuosos de R$ 30 milhões; e 116 mil aparelhos iPhone 6. Para o comprador anônimo, no entanto, o harém representado por um dos maiores artistas do mundo vale muito mais do que tudo isso.

A versão "O" é a última da série de 15 pinturas e desenhos do cubista, inspiradas pelas obras de Eugène Delacroix em 1834, e criadas como tributo para os artistas que ele admirava.

 

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Arquitetura


05 de agosto de 2016   -   14:27:58

Paredes decoradas.

Paredes decoradas: como usar boiseries

12 ideias que trazem charme vintage, mas sem mofo

05/08/2016 | POR MICHELL LOTT

casa vogue. imagens divulgaçao

Originalmente criadas na França entre os séculos 17 e 18, as boiseries atravessaram os séculos, deixaram de lado a função de isolante térmico e trouxeram para os dias de hoje seu charme vintage. Além disso, sob a ótica dos profissionais contemporâneos, o recurso estético foi reinterpretado, ganhou novos materiais e passou a dividir espaço com elementos de outros estilos, criando ambientes ecléticos, mas sempre sofisticados. Pensando nisso, Casa Vogue criou uma lista com várias ideias para você usar essa poderosa ferramenta de decoração na sua casa, mas sem evocar uma estética ultrapassada. Seja trazendo de volta o charme do passado ou em versões reloaded, o resultado promete impressionar!

Apartamento Luiz Ricardo Bick e William Simonato (Foto: Ruy Teixeira )

1. Pano de fundo clássico

Neste apartamento cheio de obras de arte e móveis de design, as paredes brancas com boiseries se unem ao piso de parquet para criar um ambiente clean, porém com pegada clássica, que serve como contraponto aos móveis ousados. Tal estratégia garante que a decoração fique despojada e confortável ao mesmo tempo.

Casa vintage e exótica (Foto: Arthur Rosa)

2. Espirito vintage e descolado

Na casa cheia de achados interessantes da colecionadora Carrô Shcamall, as boiserries foram aplicadas para evocar charme do passado, mas ganham novo fôlego graças à paleta de cores e à forma despojada como os objetos vintage foram usados decoração. Dois tons de verde trazem contemporaneidade ao projeto e se misturam, com muita ousadia, ao papel de parede estampado.

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Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: reprodução)

3. Hi-lo de revestimentos

Apesar de serem ultraconservadoras e remeterem imediatamente ao passado, as boiseries desse escritório em tons pastel, que trazem até acabamento dourado, têm um visual descolado graças ao contraste entre elas e o restante do espaço. Enquanto as paredes reproduzem as tradições do passado, o piso surge atual, com madeira natural, sem revestimento. Os móveis, cheios de personalidade contemporânea, contribuem para o resgate do ornamento antigo e pincelam preto no espaço repleto de Rose Quartz e de Azul Serenity, as cores de 2016.

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Quartos decorados com vermelho (Foto: Reprodu)

4. Tons ousados em degradê

Este quarto vermelho, parte de um especial que ensina a usar o vermelho na decoração, faz um mix de tempos que rejuvenesce completamente as boiseries, que surgem num sofisticado tom de bordô. mais uma vez, os móveis contemporâneos e os tons ousados eliminam qualquer chance das paredes com sotaque vintage parecerem obsoletas.

VEJA TAMBÉM: 15 salas vermelhas trazem dicas para usar a cor na decoração

Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: reprodução)

5. Dupla quadriculada

Nesta sala de leitura com tons sóbrios, as boiseries fazem um romântico complemento gráfico à estante de linhas retas, trazendo um sopro de sofisticação vintage à igualmente elegante estética moderna.

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Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: reprodução)

6. Parede vintage e colorida

Neste projeto norueguês, a boiserie foi completamente reinventada ao surgir em um tom de amarelo elétrico em um espaço completamente atual, revestido de cimento queimado e com um mix eclético de móveis. As referências de época, quando reinterpretadas, trazem elegância para os ambientes.

VEJA TAMBÉM: Como usar amarelo na decoração do quarto

Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: reprodução)

7. Revestimento geométrico no quarto de época

Apesar de ser totalmente composto por elementos vintage, este quarto todo negro ganha caráter contemporâneo ao abraçar a estética gótica com muita sofisticação e combinar todos os elementos do passado de forma completamente atual. Apesar de todo antigo, é possível sentir que ele pertence aos dias de hoje – e a boiserie é responsável por deixá-lo ainda mais emblemático.

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Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: André Klotz/ divulgação)

8. Mistura vintage e industrial

Neste projeto de Henrique Steyer inspirado em Nova York, as boiseries ganham a companhia dos encanamentos aparentes tipocamente industriais. A opulência das paredes é imediatamente refrescada pela despretenção dos canos, resultando em um ambiente muito cool.

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Apartamento em Paris de Marie de Roudilhe (Foto: Eric Laignel/ Divulgação)

9. Estilos que demarca ambientes

Neste apartamento parisiense do séc. 18, com paredes rústicas e estrutura de madeira aparente, um cubo negro com boiseries delimita a área íntima da casa, repleta de móveis e objetos de design.

VEJA TAMBÉM: 10 apartamentos em Paris para sonhar acordado!

Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: reprodução)

10. Fios condutores e decorativos

Neste quarto ucraniano. os fios elétricos que alimentam luminárias foram usados de forma inventiva, simulando as clássicas boiseries na parede. O resultado é interessante, inesperado e inesquecível!

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Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: Gonzalo Machado)

11. Revestimento minimalista

Nesta sala de vestir circular, as boiseries retomam seu antigo significado, mas abandonam a estética barroca que as consagrou. Os revestimentos de madeira, que nesse caso surgem em dois tipos, criam linhas retas e minimalistas no ambiente cheio de personalidade. Absolutamente chic!

VEJA TAMBÉM: 15 formas de usar madeira na sala de estar

Como usar boiseries na decoração de casa (Foto: Divulgação)

12. Ilusão de ótica desconstruída

Cheias de arabescos e detalhes, as boiseries desta sala de estar são, na verdade, um papel de parede. A forma irregular e inusitada dos desenhos evoca o passado, mas mira no futuro.

 

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Arquitetura


19 de julho de 2016   -   15:09:40

Arquitetura nômade Olimpiadas Rio 2016

Centros esportivos da Olimpíada Rio 2016 apostam na arquitetura nômade

Conheça estádios e arenas que, ao final do evento, serão modificados e incorporados à vida da cidade

18/07/2016| POR CRISTINA DANTAS; FOTOS LEONARDO FINOTTI

CASA VOGUE

 
 
Estádios das Olimpíadas 2016 apostam na arquitetura nômade (Foto: Leonardo Finotti)

Os Jogos Olímpicos já encheram os olhos do mundo com arquitetura, a partir do momento em que o Japão entendeu por bem, em 1964, fazer deles uma vitrine do país anfitrião. A ideia nascida em Tóquio prosseguiu até 2008, quando Pequim causou alvoroço com seu Ninho de Pássaro, um estádio monumental concebido pelo escritório suíço Herzog & de Meuron e hoje subutilizado, assim como outras belas obras feitas para a ocasião. Nas quatro áreas do Rio de Janeiro em que os jogos irão ocorrer, tão importante quanto as competições será o seu legado
uma vez terminado o evento.

E MAIS: Top 10: as construção mais marcantes da história dos Jogos Olímpicos

Desde Londres, em 2012, a premissa de uma arquitetura que pode ser transportada para outros lugares começou a se forjar. Aqui, ganhou uma dimensão efetiva. “Levamos essa ideia ao extremo”, conta o arquiteto e secretário da Prefeitura para assuntos urbanos Washington Fajardo. O exemplo mais radical é a Arena do Futuro. Ela será desmontada e transformada em quatro escolas municipais. Não se trata de um projeto posterior. Elas foram pensadas, desde o primeiro esboço, levando em consideração os terrenos onde serão implantadas. 

A proposta de dar outros fins a uma construção olímpica, no entanto, se restringe à Arena do Futuro e ao Estádio Aquático – as demais instalações serão adaptadas, sempre voltadas aos esportes. Se essa é uma nova tendência, poderemos conferir no Rio e daqui a quatro anos, quando os Jogos retornam a Tóquio. Confira a seguir os cinco highlights da Olimpíada carioca.

Arena da Juventude - Vigliecca & Associados

O teórico alemão Theodor Adorno dizia que “forma é conteúdo sedimentado”. Ok, o contexto era outro, mas adapta-se perfeitamente à proposta desta arena no Parque Olímpico de Deodoro, em que os desafios técnicos acabaram por determinar seu traçado leve e elegante. O arquiteto Ronald Werner, do escritório Vigliecca & Associados, autor deste projeto e do próprio complexo esportivo no bairro de Deodoro, explica: “A necessidade de ventilação natural no legado condicionou seu desenho às grandes abas externas para resfriar as fachadas, ventiladas por meio demembranas teladas e painéis pivotantes”.

  (Foto:  )

Erguida na área remodelada depois de ter sediado os Jogos Pan-Americanos de 2007, a arena, sede do basquete feminino e de lutas de esgrima, será adequada internamente para se tornar um centro de formação e aperfeiçoamento de atletas.

VEJA TAMBÉM: Museu dedicado a rosas em Pequim ganha fachada metálica desenhada
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Estádio Aquático Olímpico - GMP Architekten

Oescritório alemão von Gerkan, Marg und Partner, com representação no Brasil, levantou, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, uma obra com estruturas metálicas modulares, duas piscinas e 18 mil assentos. Terminadas as provas de natação e de polo aquático, ela será desmembrada em dois estádios destinados a atletas de alto rendimento. Se as arenas, permanentes ou não, exibem uma simplicidade impregnada de sofisticação estética e conceitual, comsoluções pontuais para todas as exigências dos Jogos Olímpicos, o Estádio Aquático incorporou a arte como agradável surpresa. Uma cobertura na fachada reproduz a obra Celacanto Provoca Maremoto, de Adriana Varejão. 

  (Foto:  )

CONFIRAMuseu da Cidade é reaberto no Rio de Janeiro
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Centro Olímpico de Tiro - Vigliecca & Associados

Fique de olho, porque é aqui que acontece a primeira prova dos Jogos. Construído em Deodoro pelo escritório BCMF para o Pan-Americano, o Centro de Tiro Esportivo era pequeno para a Olimpíada, que receberá um público três vezes maior. A primeira ideia foi construir uma arena temporária, mas uma adaptação engenhosa levada a cabo pelo escritório Vigliecca & Associados ampliou a área interna.

  (Foto:  )

“Economizamos quase dois terços do custo previsto para uma estrutura temporária”, relata o arquiteto Ronald Werner. Arquibancadas extras também foram necessárias para acomodar os espectadores. Assim, em vez de 600 lugares haverá 2 mil assentos para quem chegar ávido por ver o tiro de largada dos Jogos Olímpicos.

LEIA MAIS: Arquiteto responsável pelo Porto Olímpico explica cada trecho da obra
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Arena do Futuro - Oficina de Arquitetos, Lopes Santos & Ferreira Gomes, MBM e DW

Quem for ao Parque Olímpico da Barra assistir ao handebol e ao goalball (este na Paralimpíada), pode se deparar com vigas e outros itens da estrutura gabaritados – isso porque essa arena será desmontada para ser reerguida em quatro diferentes endereços na forma de escolas municipais. Mesmo sendo o mais efetivo exemplo do que se convencionou chamar de arquitetura nômade, o arquiteto Gustavo Martins, da Oficina de Arquitetos, é avesso ao termo. “Ele dá a impressão de uma arquitetura efêmera”, diz. “Para mim, o projeto só estará realmente concluído quando se transformar nas quatro escolas.” A elegante arena, com seus 24.214 m², é obra do consórcio do qual participaram, ainda, a Lopes Santos & Ferreira Gomes, a MBM Engenharia e a DW Engenharia. 

  (Foto:  )

E AINDA: Herzog & The Meuron assina estádio em Bordeaux, na França
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Arenas Cariocas - Aecom e Arqhos Arquitetura 

Elas formam a maior instalação da Barra. Com quase 85 mil m², seguem o preceito de todas as obras, focadas na economia de energia, tanto na captação de luz natural quanto na ventilação. Durante os Jogos, porém, o ar-condicionado é uma exigência técnica. À frente do escritório Arqhos Arquitetura, responsável pelo projeto executivo, Celso Girafa explica que a Arena 1 continuará no legado como ginásio poliesportivo. As outras duas, unidas, formarão um grande centro olímpico de treinamento para atletas de todo o Brasil. Para isso, o espaço contará com alojamento. “Será o único centro desse porte em toda a América Latina”, entusiasma-se Nadja de Almeida, representante da Aecom no Brasil, escritório britânico que igualmente assina o próprio Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

  (Foto:  )

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EDIÇÃO N° 50 - AGOSTO DE 2017