Política

em 12 março, 2019

Marielle presente.

Foto: Reprodução Twitter CBN Rio

A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) deflagraram hoje (12) a Operação Buraco do Lume, com a prisão do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, 48 anos, e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, 46 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. 

Assassinatos que completam um ano quinta-feira (14). As prisões preventivas foram decretadas pelo juiz Gustavo Kalil, substituto do 4º Tribunal do Júri, que acatou denúncia do Ministério Público do RJ.

Segundo a denúncia, Ronnie Lessa teria atirado nas vítimas, enquanto Élcio dirigia o carro modelo Cobalt prata usado na emboscada. O segundo foi expulso da corporação.

O nome da operação é referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle participou de uma reunião em que falou sobre atuações do seu mandato. Local onde ela desenvolvia também o projeto Lume Feminista. 

Segundo o MP, o crime foi planejado três meses antes dos assassinatos.

Na operação foram feitas também busca e apreensão de documentos, aparelhos de celular, computadores, armas, munições etc. Instrumentos que podem desencadear novas operações, como, por exemplo, chegar ao mandante do crime.

Morada

Nas redes sociais, os contrários ao governo de Jair Bolsonaro fazem ilações sobre Lessa morar no mesmo condomínio onde o presidente tem casa, na Barra da Tijuca. 

Em 2009, Lessa perdeu uma das pernas no atentado que sofreu em Bento Ribeiro, quando uma bomba explodiu na Toyota Hillux blindada que dirigia. Conhecido pela pontaria exímia, é apontado como o que disparou os tiros que atingiram Marielle e o motorista.

Autor(a): Eliana Lima