Polícia

em 10 abril, 2019

'Movimento dos Policiais Antifascismo' cobra elucidação do assassinato de PMs

Foto: João Maria com a governadora Fátima Bezerra

Apreendido na semana passada por policiais da Rocam e do 11º BPM, um adolescente de 16 anos confessou ter participado do assassinato do sargento reformado Helton Cabral da Silva, 42 anos, morto a tiros no dia 8 de abril, e do soldado João Maria Figueiredo da Silva, 36 anos, também executado a tiros, no 21 de dezembro, em São Gonçalo do Amarante.

João Maria fazia parte da equipe de segurança da então recém-eleita governadora Fátima Bezerra (PT). Na época, ela cobrou uma "investigação séria e profunda".

Agora, o chamado 'Movimento dos Policiais Antifascismo' cobra elucidação dos crimes, a contar que investigações ainda apuram o envolvimento de outras pessoas nos dois assassinatos. 

Quer ter a certeza se houve motivação política. Ou não. "A possibilidade de o crime não ter motivações políticas pode oferecer um conforto para a sociedade e ao Movimento. Embora vivamos tempos difíceis e a morte do colega Figueiredo tenha sido uma barbárie, alguns limites civilizacionais podem não ter sido transpostos, caso não seja realmente um crime de viés político. Não foi afirmado expressamente pelo movimento qual seria a motivação real do crime, mas sim, levantadas todas as hipóteses. O que deveria assombrar ou causar vergonha não seria uma descoberta da real motivação do crime (crime comum x crime político), mas a possibilidade, por si só, de este último ter acontecido, pois, João Maria Figueiredo, era ameaçado por alguns colegas de farda. Isso sim é motivo de constrangimento: operadores da segurança pública ameaçando até colegas, apenas e tão somente, por conta de suas opiniões políticas", declarou o cabo Dalchem Viana, do Corpo de Bombeiros Militar, que integra o Movimento.

Autor(a): Eliana Lima