Cultura

em 19 fevereiro, 2018

Rubens Lemos homenageia centenário de Manoel Torres e recebe elogio público de Garibaldi Alves

No dia 15 de fevereiro, o Rio Grande do Norte comemorou o centenário do político seridoense Manoel Torres, que partiu há seis anos. O jornalista Rubens Lemos Filho homenageou-o com texto em seu blog, que foi compartilhado em suas redes sociais e rendeu elogio público do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB). 

"Brilhante a homenagem de Rubens Lemos ao grande e digno homem público que foi Manoel Torres no seu centenário", twittou o senador. 

 

Texto postado por Rubens Lemos:

"Conheci Manoel Torres de Araújo em 1994, andanças de campanha(vitoriosa)  do senador Garibaldi Filho ao Governo do Estado.

Na varanda de sua casa, Garibaldi, Geraldo Melo, eleito  ao Senado(Manoel Torres seria seu primeiro suplente, Aluízio Alves, Henrique Eduardo, o sindicalista Francisco Urbano, que disputava a segunda vaga de senador, o jovem deputado estadual Álvaro Dias, Leonardo Arruda, dissidente do PDT, candidato à reeleição, ele e Álvaro, sucessor político do Seu Manoel.
 
E lá estava Carlos, Galileu, um amigo inoxidável desde então.
 
Havia outros, a quem peço perdão, não pelo esquecimento, mas pela memória carcomida.
 
Me impressionou o porte inglês do seridoense forte como um lajedo de dignidade.
 
Com ele, Dona Oscarina, vibrante, oposto em estilo, seu complemento em amor.
 
Manoel Torres era ex-prefeito. Ex-deputado estadual e maior líder oposicionista no Seridó.
 
Usando as doses precisas para se fazer entender com sua lógica,  segundo a qual acima dos princípios, apenas os fins infelizes.
 
Sua eloquência estava nas palavras moderadas, na coerência, na lealdade que forjaram uma das mais limpas biografias da política potiguar.
 
Um ano depois, fui encontrá-lo e a Galileu, o filho preferido, sofrido na dor do cardeiro sentimental a ferí-lo, ao lado do caixão de Marcos, seu mais novo.
 
Passei a hóspede e amigo dele, alvo de frases cortantes de gozação impecável.
 
Caicó celebra o centenário de Manoel Torres, a quem pranteou numa orfandade sincera, dolorida, há seis anos.
 
Manoel Torres é – as figuras raras – nunca morrem, um homem maior que seus limites.
 
Limites intransigentes de honestidade entendida pelos humildes.
 
Manoel Torres é do Rio Grande do Norte inteiro.
 
Por inteiro."