Mundo

em 13 maio, 2018

Saída do acordo nuclear isolou EUA e gerou incerteza sobre o petróleo

A retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã representou um isolamento dos parceiros europeus. Os impactos externos, internos e econômicos da decisão tomada pelo presidente Donald Trump devem ser percebidos de forma gradual. Essa é a análise de acadêmicos e economistas ouvidos pela Agência Brasil.

No aspecto das relações exteriores, a maioria dos analistas vê a saída norte-americana do Plano de Ação Integral Conjunto, nome oficial do acordo, como um erro estratégico. Na questão energética, a avaliação é de que a influência no preço do petróleo vai depender do alcance e das sanções a serem aplicadas pelos Estados Unidos.

Internamente, a decisão do presidente Donald Trump foi vista como mais um movimento para agradar ao eleitorado conservador. Na terça-feira (8), o republicano anunciou oficialmente a retirada dos Estados Unidos do pacto e assinou memorando presidencial para reestabelecer sanções econômicas, que classificou de “poderosas” e “de mais alto nível”.

Ainda na campanha eleitoral, Trump faz severas críticas ao pacto e o classificou como o “pior acordo da história”. O compromisso foi assinado em 2015 pelo antecessor Barack Obama e pelos líderes de Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia.

 

Autor(a): Saulo de Castro