Cidade

em 13 abril, 2019

Saudades do Millôr!

O Twitter volta a ser palco de crescimento de interação e acessos.

Assim como nos Estados Unidos, é a plataforma mais utilizada por políticos. Consequentemente, seguidores somam-se. E participam!

Soma também de comentários e opiniões cada vez mais exdrúxulos. Digamos assim.

Millôr Fernandes, que se foi no dia 27 de março de 2012, era um tuiteiro presente diariamente. O perfil continua. 

Bom para nós, que podemos ir lá vez e outra e trazer à memória suas genialidades. E suas inigualáveis charges millorianas.

Eis algumas:  

- Democracia tem hora. Vocês imaginaram se o avião só levantasse voo depois dos passageiros elegerem o piloto?

- Coisa estranha é certos pobre-diabos terem orgulho da riqueza do patrão que lhe paga um salário.

- Quando o Criador criou o homem, os animais em volta não caíram na gargalhada apenas por uma questão de respeito.

- O dinheiro não é tudo. Tudo é a falta de dinheiro.

- O problema da democracia é que quando o povo toma o palácio não sabe puxar a descarga.

- O mal do mundo é que Deus e o Diabo envelheceram, mas o Diabo fez plástica.

- A concordância gramatical é a primeira mostra da degradação moral do Congresso.

- A maior parte de nossos homens públicos pensa que a regência acabou com a proclamação da República.

- Melhor do que dar ao companheiro um peixe é lhe dar um caniço e ensiná-lo a usar o cartão corporativo.

- Afinal, o que falta nesse Congresso: quórum ou dequorum?

-  A credibilidade de um país e inversamente proporcional aos juros que os banqueiros lhe cobram.

- Errar é humano. Botar a culpa nos outros também.

-  Meu epitáfio: "Não contem mais comigo".

O cara!

Millôr reunia seu abrangente conhecimento como desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalismo. Eram imperdíveis suas colunas de humor gráfico Veja, n'O Pasquim e no Jornal do Brasil.

Autor(a): Eliana Lima