Saúde

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em 26 abril, 2018

Secretaria de Saúde diz que não há registro de casos de H1N1 no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulga o número de casos atualizados da Influenza no Rio Grande do Norte. O boletim compreende os dados coletados até o dia 07 de abril.

Foram notificados 43 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no RN, sendo 38 (88,3%) com amostras coletadas e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen). Das amostras coletadas 5,2% (02/38) foram classificados como SRAG por Influenza, 18,4% (07/38) como outros vírus respiratórios.

Dos dois casos classificados como Influenza, 01 (50%) foi de influenza A (H3) sazonal e 1 (50%) influenza B. Não há casos confirmados de H1N1 pandêmica (pdm 09), até o momento. Dezoito (41,8%) dos casos notificados foram por SRAG não especificada e 16 (42,1,2%) dos casos notificados ainda estão em análise.

Dos 43 casos notificados, 20 (46,5%) receberam alta por cura, 19 (44,1) ainda estão em investigação. Ocorreram 4 óbitos por SRAG, o que corresponde a 9,3% (4/43) do total de casos. Do total de óbitos notificados, nenhum foi confirmado para influenza. Um teve como causa outros vírus respiratórios e três por SRAG não especificada.

A Coordenação de Promoção a Saúde (CPS) da Sesap destaca que esses casos referem-se apenas às pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave, com dados inseridos no “Sistema de Notificação de Agravos (SINAN) Influenza WEB”. De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, não há necessidade de notificar oficialmente os casos leves de síndrome gripal.

“O vírus está circulando, estamos no período de sazonalidade. Mas aqueles casos leves de síndrome gripal, em que a pessoa procura um ambulatório, toma a medicação e vai para casa, esses casos não são notificados e não entram no sistema. Em termos de vigilância epidemiológica, só são notificados os casos de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explicou Wanessa Lélis, da área técnica de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias da Sesap.

 A Sesap tranquiliza a população e lembra que a rede de saúde pública está preparada para atender todos os casos, e o tratamento está disponível, mediante prescrição médica.

Com relação ao caso de um paciente que teria ido a óbito nesta quarta-feira (25), supostamente acometido pelo H1N1, a Sesap só poderá confirmar ou descartar quando realizar a investigação epidemiológica.

Para isso, a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE) aguarda a análise dos exames laboratoriais, cujas amostras já foram encaminhadas hoje à tarde ao LACEN. Somente após a realização desses procedimentos é que um caso suspeito poderá ser confirmado ou não.

 

Autor(a): Saulo de Castro