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Wellington Fernandes

A utilização de lâmpadas LED no projeto residencial e comercial de iluminação


 

Para a apropriada dimerização da iluminação LED, é importante escolher modelos confiáveis de lâmpadas.

Com o aumento do custo de energia no cenário mundial atual, a economia de energia e o desenvolvimento sustentável tornaram-se algo fundamental. Como cerca de 20% da energia elétrica consumida no mundo é gasta com iluminação, há uma necessidade de que esse mercado avance oferecendo lâmpadas com alta eficiência luminosa. A eficiência dos Leds tornou-se expressiva somente na última década, pois, até então, eram usados somente como sinalização.

O LED (sigla para Light Emitting Diode) trabalham com diodo emitindo luz. E, apesar de a tecnologia não ser tão nova, nem todos sabem como utilizá-las ou conhecem todas as vantagens dessa tecnologia.


As lâmpadas LED podem economizar de 75% até 95% da energia que é consumida por outros tipos de componentes, resultando em uma conta de luz mais baixa.
Outra grande qualidade das lâmpadas LED é o fato de que elas podem ser encontradas em tamanhos bem reduzidos, de forma que é possível iluminar ambientes pequenos — como o fundo do armário, por exemplo. Além disso, o tempo de vida desses componentes é bem alto, chegando perto dos 10 anos.

Existem vários estudos feitos por lighting designers, arquitetos e designers de interior sobre a aplicação do Led no lugar de outros tipos de lâmpadas. Deve-se ter cuidado, pois a má utilização pode estragar o projeto ou complicações posteriores em um projeto de automação residencial.

Não basta substituir uma lâmpada dicroica por uma de led, pois os fluxos luminosos são diferentes. Isso porque o LED não resiste a outra fonte luminosa que concorra diretamente com sua luminosidade – o led some se isso acontecer.

A tecnologia LED apresenta uma complicação importante para os projetos luminotécnicos e de automação residencial. A sua dimerização.

A variação do fluxo luminoso (dimerização) dos Leds é baseada na variação linear da corrente contínua ou por modulação por largura de pulso (PWM) da corrente nominal. Na prática, as frequências baixas do LED farão com que a iluminação comece a piscar, ou seja, ocorrerá o efeito de flicker. Portanto, é importante estar atento na hora da compra da lâmpada LED.

Essa tecnologia tomou conta e hoje existem uma infinidade de marcas de lâmpadas, entretanto poucas possibilitam uma apropriada dimerização, mesmo aquelas intituladas “dimerizáveis”. A dica é pesquisar pela qualidade e não pelo preço. Sim, as boas lâmpadas são mais caras.

Consumo de energia e eficiência.

A energia consumida pelo LED é revertida em iluminação e não em calor, consequentemente sem desperdício de energia.
- Lâmpada incandescente 60 W = luminária LED de 4,5 W com economia de 55,5 W/hora.
- Lâmpada fluorescente tubular de 40 W = luminária LED de 18 W com economia de 22 W/hora.
- Lâmpada dicroica 50 W = luminária LED de 6 W com economia de 44 W/hora. Reposição das lâmpadas.

O LED pode chegar a mais de 50.000 horas de vida útil, enquanto que:

- Incandescente = 1.000 horas
- Fluorescente Compacta = 6.000 horas
- Fluorescente Tubular = 7.000 horas
- Halógena = 3.000 horas

fonte. newcontrol.com.br