Economia

em 27 março, 2020

Indústria do turismo potiguar pede medidas urgentes para conter perdas no setor

Com cerca de 90% de reservas de hospedagens canceladas apenas no mês de março, e uma queda de 75% e 95% de voos nacionais e internacionais respectivamente, a hotelaria e o setor de turismo do Rio Grande do Norte pedem socorro às autoridades estaduais e federais para que medidas urgentes possam ser tomadas a fim de evitar um colapso desastroso no principal setor econômico do estado.

O setor de turismo é o primeiro a sentir o impacto da crise causada pela pandemia do COVID-19 (novo coronavírus) e o último a se recuperar, pois viagens de férias demoram mais a serem decididas, principalmente em situações de contenção de gastos e recuperação da economia, e as companhias aéreas também demorarão a regularizar suas rotas, deixando a indústria hoteleira e turística um desafio bem maior no momento pós-crise do país.

Por esse motivo, algumas instituições do setor estão se mobilizando e cobrando às autoridades medidas urgentes para evitar danos desastrosos como a agravante quebra das empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, e o desemprego em massa ocasionado por esse fator.

"O setor espera que o Governo Federal possa suspender os contratos de trabalho da Hotelaria com o pagamento de, pelo menos, um salário mínimo, a título do seguro desemprego. Do contrário, as empresas serão obrigadas a demitir em massa e os custos de demissão irão ocasionar uma dívida insustentável para que os pequenos e médio empreendimentos se sustentem", destaca José Odécio, presidente da ABIH-RN.

"Além disso, é preciso que se abram linhas de créditos mais amplas e com carências maiores para que essas empresas possam se capitalizar e assegurar esse período de crise, que como citado anteriormente, irá demorar mais a se reestabelecer do que os outros setores da economia", acrescentou o presidente da ABIH-RN.

É cobrado também que o Governo do Estado se esforce para, em primeiro lugar, zerar a alíquota do ICMS da energia elétrica, de água e gás, por pelo menos 12 meses, um dos maiores gastos no momento da indústria hoteleira, pois mesmo sem atividade as estruturas ainda precisam de manutenção, e não tem como arcar com tamanha cobrança em um momento de praticamente zero arrecadação e ocupação. Gastos esses que podem ser realocados para garantir os empregos. 

É importante que a classe política do Rio Grande do Norte, tal qual governadora e deputados, lutem para que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) não permita os cortes de energia por inadimplência, haja vista que é uma realidade previsível na corrente situação, principalmente para pequenas e médias empresas, abrangendo a resolução com um olhar mais cuidadoso para a hotelaria, os bares e os restaurantes.

"Estamos vivendo uma crise jamais vista na história do mundo, todos os esforços são importantes para assegurar o menor nível de prejuízo possível, principalmente em um setor tão significativo para a economia do estado potiguar. Essas são medidas fundamentais para manter as empresas do setor abertas e garantir a manutenção dos empregos, fator que preocupa bastante a todos no momento", concluiu José Odécio.

Autor(a): Eliana Lima