Cidade

em 16 março, 2020

MPF pede instalação de escâner de contêiner no Porto de Natal

Foto: Ivan Bueno/SEIL

O MPF (Ministério Público Federal) ingressou com Ação Civil Pública (ACP) em desfavor da União e da Codern (Companhia Docas do RN) para que a Justiça Federal determine a aquisição, instalação e operacionalização de escâner de contêiner no Porto de Natal. 

O MPF requer concessão de tutela provisória de urgência, para que as providências sejam imediatas, devido aos prejuízos econômicos e vulnerabilidade ao tráfico internacional de drogas a partir do estado.

Leva em conta que informações da imprensa indicam que apenas nos últimos 18 meses o tráfico internacional de drogas teria movimentado mais de 15 toneladas de cocaína no estado (em apreensões), valendo-se especialmente das falhas estruturais e de segurança do porto. 

Para se ter ideia, uma carga de 15 toneladas tem o valor de mercado final de US$ 1,23 bilhão. Na cotação atual, o valor de mercado da droga é R$ 6,04 bilhões. "E isso apenas da droga apreendida", ressalta o procurador da República Renan Paes Félix.

Prejuízos

O procurador destaca que a ausência do escâner facilita "o fortalecimento de organizações criminosas, aumenta a insegurança e permite o recrudescimento de diversos outros crimes, como roubos e homicídios vinculados a disputas de pontos de drogas por facções criminosas."

E enviou ofício â governadora Fátima Bezerra para atentar sobre. a gravidade da situação: "Devo ressaltar que a inexistência de escâner na estrutura portuária já trouxe diversas consequências negativas à economia potiguar (...) é inaceitável que o Estado do Rio Grande do Norte deixe de contar com esse importante equipamento no Porto de Natal".

Autor(a): Eliana Lima