Turismo

em 18 maio, 2020

Na ALRN, empresário indica medidas para levantar o o turismo, como a revitalização de praças públicas

Foto: George Gosson

A crise provocada pelo temeroso novo coronavírus acertou em cheio o setor do turismo no RN, que já vinha ofegante.

Setor, aliás, que foi dos primeiros atingidos em todos os países que têm no turismo sua forte economia.

Pois bem, para encontrar uma luz no fim do túnel, o empresário George Gosson, do chamado trade turístico, foi ao debate na Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus da Assembleia Legislativa, por webconferência.

George discorreu sobre medidas tomadas na tentativa de conceder crédito aos empreendedores, citou a importância do governo estatual ter uma política mais agressiva para a manutenção dos eventos já conquistados para o Centro de Convenções quando a pandemia passar. E cobrou planejamento para a retomada e a busca por novos produtos turísticos como forma de atrair a volta dos visitantes que já conheceram o RN.

Como medida eficaz a curto prazo, indicou a promoção turística nos vizinhos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará. Chegar ao consumidor que ficou trancado em casa. A considerar que viajar de avião no primeiro momento será mais complicado, mas viagens de carro são mais seguras para os temerosos.

Num segundo momento sugeriu investir na divulgação em polos nacionais, como São Paulo, Rio e Paraná. Somente na terceira etapa deve pensar no mercado internacional. 

Atentou para a necessidade de concluir projetos para serem atrações a visitantes, como o Museu da Rampa, que deveria ter ficado pronto em 2014. Também a  revitalização das praças de Natal, que começou para a Copa de 2014 e não foi concluída. Explicou que a empresas de receptivo não conseguem levar turistas para city tour porque as praças estão em obras.

Lamentou:

- A Fortaleza dos Reis Magos está fechada. Por que não termina? É nossa joia do turismo cultural. Não dá para fazer turismo religioso sem resgatar a cultura. Você sai da Fortaleza, poderia ir em direção ao Museu da Rampa, mas também não foi concluído. Isso tem que ter um fim. O acervo da Fundação Rampa foi para Parnamirim. Na Ribeira e Cidade Alta para estacionar um ônibus é muito difícil. São pequenas questões, mas que precisam de menos recurso e mais dedicação da gestão pública para resolver.

Sobre a possibilidade de Natal explorar mais o turismo religioso, o empresário lembrou que hoje (18) o Papa João Paulo II, declarado Santo pela Igreja Católica, completaria 100 anos. E não há nenhuma referência sobre ele no RN.

De parlamentares

Presidente da Comissão, Kelps Lima (SDD), observou da necessidade da "criação de novos produtos, nem de políticas públicas para novos produtos. Vivemos do sol e mar, praias, e turistas se hospedando em Natal e indo para praias em outras cidades durante o dia”. 

Citou o exemplo do município de Santa Cruz, “que virou polo turístico por política pública municipal. Não era referência de turismo. Criou um produto fruto de política pública e transformou a cidade”.

Hermano Morais (PSB) o atual momento vivido pelo setor como uma “tragédia”. 

Tomba Farias (PSDB) reforçou a importância de se investir no turismo

religioso e cobrou a abertura de linhas de crédito para a recuperação do setor.

Francisco do PT atentou que o turismo de aventura e ecológico, por causa da geografia de determinadas áreas do estado, deve ser mais explorado. Enfatizou a criação de um geoparque no Seridó, justamente para explorar tal atividade.

Autor(a): Eliana Lima