Economia

em 21 maio, 2020

Produção industrial potiguar aprofunda queda em abril

Foto: Fiern

A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela Fiern, revela que, no mês de abril, os efeitos negativos provocados pela pandemia na indústria potiguar se intensificaram. A produção industrial continuou em queda – pelo terceiro mês consecutivo, quebrando o recorde de recuo que havia sido registrado em março.

Acompanhando o desempenho negativo da produção, o nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI) também atingiu o piso histórico ao passar de 62% para 48%, e, portanto, considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de abril. Em linha com a queda da produção, o número de empregados também se reduziu.

Além disso, os estoques de produtos finais caíram – refletindo queda na demanda e ruptura nas cadeias de fornecimento de matérias-primas e insumos -, e ficaram abaixo do nível planejado pelo conjunto da indústria. Nesse cenário desfavorável, os índices de expectativa mostram que os empresários potiguares esperam queda na demanda, no número de empregados, nas compras de matérias primas e nas exportações nos próximos seis meses.

A intenção de investimento, por sua vez, voltou a subir na passagem de abril para maio. Ainda assim, manteve-se no nível mais baixo da série. Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observam-se comportamentos convergentes. Destaque-se, no entanto, o comportamento diferenciado no que diz respeito ao índice do nível de estoque efetivo em relação ao planejado e às expectativas quanto às exportações nos próximos seis meses.

Ou seja, as pequenas indústrias apontaram que os estoques de produtos finais estavam abaixo do nível planejado e prevêem estabilidade ou estagnação nas vendas externas; enquanto as médias e grandes empresas assinalaram estoques acima desejados – apesar do corte na produção – e perspectiva de declínio das exportações nos próximos seis meses.

Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados de abril, divulgados em 20/05 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram estoques de produtos finais no nível planejado pelas empresas, mostrando que a interrupção das vendas causada pela pandemia da Covid-19 resultou numa resposta intensa e imediata de ajuste na produção, de forma que não houve elevação indesejada de estoques.

 

Fonte: Fiern