Política

em 3 abril, 2020

Sinmed quer suspender licitação de hospital de campanha na Arena das Dunas

Foto: Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed-RN - Foto: BP

O Sindicato dos Médicos do RN  (Sinmed) ingressou hoje (3) com uma liminar para suspender a licitação aberta pelo Governo do Estado para instalação de um hospital de campanha na Arena das Dunas.

O contrato com uma Organização Social para se responsabilizar pela montagem e gerência custará até R$ 37,1 milhões, com 180 novos leitos pelo período de seis meses como suporte aos pacientes em tratamento da covid-19. 

Em nota já emitida, o governo explica que está tomando a mesma medida que outros estados, diante da emergência imposta pela pandemia do coronavírus.

Presidente do Sinmed potiguar, o médico Geraldo Ferreira contesta:

- Consideramos totalmente equivocada essa ação do Governo. De um lado temos mais de 200 leitos novos a serem abertos em dois hospitais públicos, o da Polícia Militar e o Deoclécio Marques de Parnamirim, que ficarão para a população após a pandemia. Temos o Hospital Rui Pereira em desativação já com dois andares ociosos e o Regional de Canguaretama ainda fechado por falta de condições sanitárias. Do outro o executivo propõe um hospital improvisado por seis meses ao custo de quase R$ 40 milhões. É um absurdo e demonstra a total falta de uma coordenação para abordar esse momento extremamente delicado.

Dados

Levantamento feito pelo sindicato indica que o Hospital da PM está com 150 leitos novos já prontos, sendo 130 de enfermaria e 20 de UTI, faltando apenas mão de obra para que entrem em funcionamento. 

Em Parnamirim, o Hospital Deoclécio Marques também tem 80 leitos novos de enfermaria praticamente prontos para serem utilizados, precisando só das camas e acabamentos. "Sem contar nos 200 disponíveis nos hospitais privados do Estado que já trabalham com o SUS" diz.

Geraldo Ferreira também é contrário à medida da Sesap para o Walfredo Gurgel:

- Além disso, soma-se a decisão de tirar os queimados do setor onde eram tratados no Hospital Monsenhor Waldredo Gurgel para colocá-los em um local inadequado. Vale salientar que é o único setor de queimados do Estado. E por fim o fechamento da porta aberta do Hospital João Machado jogando os pacientes da saúde mental para a rede básica. É crime em cima de crime na saúde pública do Rio Grande do Norte.

Autor(a): Eliana Lima